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“Ligações perigosas” de Lula agora incluem ex-advogado de Vorcaro

Atualizado em 24/09/2026 às 09:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As conexões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com personagens que aparecem nas investigações dos casos do INSS e do Banco Master se multiplicaram na reta final do primeiro turno da eleição. Um novo episódio aproxima o presidente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a partir de mensagens e de um áudio de Walfrido Warde, ex-advogado de Vorcaro, obtidos pela Polícia Federal (PF) e divulgados nesta quarta-feira (23).

Segundo o material, Warde relata articulações para aproximar o ex-banqueiro de Lula e menciona uma suposta oferta de garrafa de uísque ao presidente. Em gravação, Warde afirma ter recebido mensagem de Marcola, então chefe de gabinete de Lula, cobrando um e-mail de Vorcaro com os assuntos que gostaria de tratar com o presidente. Em outra mensagem, de janeiro de 2025, Warde relata a Vorcaro que havia estado com Lula e que o presidente teria perguntado se ele estava bem, agradecido "mais uma vez" pelo uísque e mandado um abraço. O Planalto nega que Lula tenha recebido o presente ou tido conhecimento da articulação relatada por Warde e afirma que o presidente se encontrou apenas uma vez com Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024.

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Deviem

Também nesta quarta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao ministro André Mendonça uma notícia-crime contra Lula, pedindo a abertura de investigação para apurar se o presidente atuou em favor dos interesses de Vorcaro. O pedido tem como base as mensagens de Warde, e os advogados de Flávio pedem que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de suspeitas de corrupção passiva e advocacia administrativa. Flávio também é alvo de apuração ligada a Vorcaro: é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e "outros delitos correlatos" no financiamento do filme "Dark Horse", sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.

Paralelamente, desdobramentos das investigações sobre o INSS voltaram a colocar Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger no centro do noticiário. Mensagens apreendidas pela PF revelaram que Roberta dizia viajar em voos da Força Aérea Brasileira (FAB) com Lulinha e relatava acesso ao Palácio do Planalto; em uma mensagem de novembro de 2023, afirmou que viajaria pela FAB "com o filho do presidente" e, em outras, se referiu a Lulinha como "sócio". Lula já havia negado conhecer a empresária, e, em agosto, fotos dos dois juntos foram divulgadas nas redes sociais.

Novas informações atribuídas à investigação da PF ampliaram o caso nesta quarta-feira (23). Mensagens de junho de 2023 mostram Roberta orientando seu motorista a fazer pagamentos que somavam R$ 60 mil a contas de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e de José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial da pasta, além de uma parente deste último. Segundo a investigação, o ministério fechou, seis meses depois da troca de mensagens, um contrato com um empresário de tecnologia representado por Roberta. A PF também encontrou mensagens sobre outros pagamentos feitos com dinheiro vivo que a empresária mantinha em malas. Lulinha nega relação com irregularidades ou desvios de dinheiro público.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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