Última Hora
• Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições • Tsunami meteorológico: entenda o evento raro e rápido que atingiu SC • TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP • PT recorre a ação ligada ao setor de mineração para pedir que Dino investigue Flávio • Fundo público da Flórida processa New York Times por suposto viés contra Israel • “Ligações perigosas” de Lula agora incluem ex-advogado de Vorcaro • Justiça permite funcionamento de supermercados sem convenção coletiva • André Mendonça solicita acesso integral aos segredos do inquérito das fake news • Dólar aproxima-se de R$ 5,17, com notícias do exterior e eleições • Tsunami meteorológico: entenda o evento raro e rápido que atingiu SC • TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP • PT recorre a ação ligada ao setor de mineração para pedir que Dino investigue Flávio • Fundo público da Flórida processa New York Times por suposto viés contra Israel • “Ligações perigosas” de Lula agora incluem ex-advogado de Vorcaro • Justiça permite funcionamento de supermercados sem convenção coletiva • André Mendonça solicita acesso integral aos segredos do inquérito das fake news
Ver Todas

PT recorre a ação ligada ao setor de mineração para pedir que Dino investigue Flávio

Atualizado em 24/09/2026 às 10:20 schedule 4 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O PT recorreu a uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) originalmente ligada à atuação de municípios em tribunais internacionais e ao setor de mineração para pedir que o ministro Flávio Dino investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições. O partido quer estender ao processo eleitoral o entendimento fixado por Dino em 2025, segundo o qual leis, ordens executivas, decisões judiciais e sanções unilaterais impostas por outros países não produzem efeitos no Brasil.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178 foi protocolada em junho de 2024 pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com o objetivo de proibir que municípios brasileiros litiguem perante tribunais estrangeiros. A ação questiona atos e interpretações administrativas que autorizaram a contratação de escritórios internacionais para buscar reparações financeiras fora do Brasil por eventos ocorridos em território nacional e regidos pela legislação brasileira. Em março de 2025, o relator consignou que os municípios integram a Federação e estão vinculados às decisões do STF, e que obrigações ou consequências decorrentes de sentenças e contratos no exterior se subordinam às autoridades de soberania do Brasil.

Publicidade

Deviem

Em agosto de 2025, Dino declarou a total ineficácia em território nacional de uma medida cautelar da Justiça britânica que ordenava ao Ibram desistir de pedidos liminares no STF, por considerar que a ordem afrontava a Constituição e a legislação brasileira. Na mesma decisão, determinou que sanções unilaterais de outros países, como a Lei Magnitsky — que incluiu o ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025 —, não produzem efeitos no Brasil sobre cidadãos, empresas locais, bens ou contratos. O ministro notificou o Banco Central, a Febraban e outras entidades do Sistema Financeiro Nacional para vedar bloqueios de ativos, cancelamentos de contratos ou remessas decorrentes de determinações estrangeiras sem autorização prévia e expressa do STF, fixando a decisão com efeito vinculante e erga omnes.

No pedido contra Flávio, o PT sustenta que o mesmo entendimento deve valer para todas as etapas da eleição, incluindo registro de candidaturas, propaganda, votação, apuração e diplomação. O partido cita anúncios remunerados publicados no X por perfis localizados fora do Brasil e identificados com o selo de “parceria paga”, atribuídos a contas como UHN Plus, George Behizy e Iran Observer, além do ex-deputado americano Matt Gaetz. Segundo a legenda, as publicações usaram cotações da plataforma de apostas Polymarket para apresentar Flávio como favorito na disputa presidencial, o que poderia caracterizar propaganda eleitoral de procedência estrangeira. O PT pede a identificação dos responsáveis pelos anúncios, dos valores pagos e do alcance das publicações no Brasil.

A petição também requer que provedores de internet, plataformas digitais e instituições financeiras sejam impedidos de cumprir, no país, eventuais ordens estrangeiras de remoção de conteúdo, rotulagem, desmonetização ou sanções contra autoridades eleitorais, partidos e candidatos. O texto menciona ainda alegações sobre suposto interesse estrangeiro na exploração de terras raras brasileiras, mas o próprio partido reconhece que não há, até o momento, contrato, promessa documentada ou ato de autoridade identificado que comprove eventual contrapartida, pedindo a apuração da origem e dos responsáveis por uma proposta dessa natureza. As acusações foram apresentadas no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos negou tentar interferir nas eleições brasileiras e afirmou não ter preferência pelo resultado da disputa.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou nesta quarta-feira (23) que o Ministério de Minas… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra