Última Hora
• Lula vai a São Paulo para fazer exames de rotina nesta terça-feira • Precedente para Flávio: governo americano ajudou Brizola a se exilar em 1977 • Aposta de Alcolumbre em pacificação com anistia a Bolsonaro enfrenta resistência no PT e no STF • Queimadas na Indonésia paralisam escolas em Timor-Leste por três dias • Poluição de incêndios na Indonésia paralisa aulas em todo o Timor-Leste • Por que Japão e outros países estão recomendando estocar mantimentos • Papa Leão XIV revela intenção de oração para novembro focada no uso da riqueza • A reeleição de Alcolumbre já está sendo tramada; é necessário freá-la • Lula vai a São Paulo para fazer exames de rotina nesta terça-feira • Precedente para Flávio: governo americano ajudou Brizola a se exilar em 1977 • Aposta de Alcolumbre em pacificação com anistia a Bolsonaro enfrenta resistência no PT e no STF • Queimadas na Indonésia paralisam escolas em Timor-Leste por três dias • Poluição de incêndios na Indonésia paralisa aulas em todo o Timor-Leste • Por que Japão e outros países estão recomendando estocar mantimentos • Papa Leão XIV revela intenção de oração para novembro focada no uso da riqueza • A reeleição de Alcolumbre já está sendo tramada; é necessário freá-la
Ver Todas
Voltar para Brasil

Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por ano

Por Ivan Marra
Atualizado em 19/09/2026 às 19:35 schedule 3 min de leitura visibility 22 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O impacto financeiro dos danos à saúde provocados pelas apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS) chega a R$ 30,6 bilhões por ano. O dado consta de estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Na conta, entram despesas com tratamentos de depressão e ansiedade, além dos impactos causados pelas mortes por suicídio.

Apenas 1% do valor arrecadado das operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para minimizar esses danos. Nos últimos cinco anos, foi registrado aumento de 140% na busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar.

De acordo com o diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, o crescimento foi registrado em toda a Rede de Atenção Psicossocial. Segundo ele, com foco nessa procura, foi lançado o serviço de teleatendimento voltado para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. "Desde fevereiro deste ano, quando nós criamos uma porta de entrada para atendimentos a jogos e apostas de forma eletrônica, nós tivemos uma procura de 20 mil pessoas que se cadastraram após fazerem um teste", afirmou.

Diante da alta procura, a capacidade foi ampliada recentemente de 600 para até 100 mil teleatendimentos mensais, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O diretor diz que outro indicativo do crescimento do problema vem da plataforma de autoexclusão, lançada pelo Ministério da Fazenda: foram bloqueados mais de 5 milhões de CPFs em sites de apostas online autorizados a operar pelo governo federal. Além de atingir atendidos pelo Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pessoas em programas de renegociação de dívidas, mais de 1 milhão de usuários pediram autoexclusão — nesse último caso, quase metade alegou problemas de saúde mental relacionados a apostas.

Há cerca de dois meses sem apostar, o vendedor Gustavo Pereira, de 24 anos, usou a plataforma de autoexclusão para evitar novas recaídas. Morador de Lages, em Santa Catarina, ele começou a apostar online aos 18 anos e, em seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício. "Tive várias recaídas nesse processo, até chegar o momento da autoexclusão da plataforma. Pode-se dizer que essa ferramenta salvou minha vida", lembra. Ele começou a vender café nas ruas da cidade para recomeçar a vida.

O apoio familiar também é apontado como fundamental. A jogadora compulsiva Carla Xavier*, de 41 anos, frequentadora do grupo Jogadores Anônimos, está há mais de um ano longe do vício. "Quando a gente tem uma família que apoia, que entende o que a gente está passando, tudo fica mais fácil", diz. Para a psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, a família deve agir assim que perceber o problema, atenta a sinais como isolamento, mudanças de humor e gastos mais elevados. O SUS oferece teleatendimento psicológico pelo portal Meu SUS Digital, atendimento presencial em UBSs e CAPs, além de grupos de apoio como Jogadores Anônimos e o CVV, pelo número 188.

*Sobrenome omitido a pedido dos entrevistados.

Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Brasil Por que Japão e outros países estão recomendando estocar mantimentos Entenda por que Japão, EUA e diversos países europeus estão recomendando suas populações e estocar… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra