Última Hora
• Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA • Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis • Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública • TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições • Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic • Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante • Com 78 galerias, ArtRio traz obras inéditas • Há 2 anos: Ataques em Bamako em 2024 • Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA • Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis • Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública • TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições • Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic • Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante • Com 78 galerias, ArtRio traz obras inéditas • Há 2 anos: Ataques em Bamako em 2024
Ver Todas

Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

Atualizado em 17/09/2026 às 11:05 schedule 4 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por representações da indústria e dos trabalhadores. Para as entidades, a decisão anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) foi “tímida” e “não alivia a situação financeira das empresas e famílias”. Com o corte, a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano — a quinta redução consecutiva.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou, em nota, que há excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda da inflação corrente nos últimos meses. A entidade cita a trajetória consistente de desaceleração, que alcançou 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e a melhora das expectativas de mercado, que indicam convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano. O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a continuidade do ciclo de cortes. “É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços”, afirmou. Segundo a CNI, mesmo após o corte a política monetária segue austera: com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a queda como um passo importante, mas insuficiente diante do nível muito elevado dos juros no país. “A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destacou Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT. Para ela, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros. “Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público”, afirmou.

A Força Sindical fez avaliação similar e considerou o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido, um “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre. “Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia”, disse a central. Na avaliação da entidade, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, mantendo a taxa em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos, o que também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula investimentos.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução, mas destacou a necessidade de continuidade do movimento. A entidade alerta que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos. Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção, que depende de crédito e tem ciclo produtivo longo. “Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade”, afirmou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Lula rompe com Galípolo e o classifica como seu maior traidor na política Entenda por que o presidente Lula está decepcionado com Gabriel Galípolo e quais são os impasses envolvendo a… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra