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Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco

Por Ivan Marra
Atualizado em 15/09/2026 às 11:50 schedule 3 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O dólar à vista fechou a segunda-feira (14) cotado a R$ 5,149, alta de 0,49%, aproximando-se do patamar de R$ 5,15. A moeda chegou a subir mais de 1% pela manhã e atingiu a máxima de R$ 5,183 pouco antes das 11h, mas perdeu força ao longo da tarde e marcou a mínima de R$ 5,1414. No acumulado do ano, o dólar registra baixa de 6,19%.

A pressão inicial refletiu a valorização da moeda norte-americana no exterior e a busca por ativos considerados mais seguros diante do avanço do petróleo e de tensões geopolíticas. A cotação recuou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã, que reduziram parte das preocupações com a oferta global de petróleo. No exterior, o índice DXY, que acompanha o dólar ante seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos.

No mercado doméstico, as incertezas políticas também influenciaram os negócios, em meio à divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado acompanha ainda a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15).

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos. O volume financeiro somou R$ 24,4 bilhões. A queda foi pressionada principalmente por ações de mineradoras, em um ambiente de recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. Em Nova York, o S&P 500 fechou com queda de 0,48%, afetado também por preocupações com riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial.

O petróleo foi um dos principais fatores de pressão sobre os mercados. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 durante a manhã, alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação perdeu força à tarde com a indicação de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia. Ainda assim, o barril do tipo Brent terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%, acumulando ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano.

No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileira e norte-americana. O Federal Reserve (Fed) decidirá sobre os juros nos Estados Unidos na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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