Zelensky alfineta Trump sobre ajuda à Rússia após ataque a estação de trem deixar 14 mortos
Um ataque russo com drone contra a principal estação ferroviária de Dnipro, na região sudeste da Ucrânia, matou pelo menos 14 pessoas e deixou outras dez feridas nesta quinta-feira (29). O bombardeio atinge a infraestrutura ferroviária ucraniana, que já vinha sendo alvo de uma onda de ataques russos, ao lado do setor energético do país.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em publicação no X que os russos lançaram o ataque contra uma plataforma onde estavam parados um trem metropolitano comum e um trem de passageiros de linha regular. Na mesma mensagem, o mandatário ucraniano cobrou uma reação mais firme de Washington e de Bruxelas diante da escalada russa.
“Quantos ataques terroristas a Rússia já realizou contra o nosso povo desde que as sanções contra certos oligarcas russos e o setor energético russo foram suspensas — em vez de haver uma desescalada?”, escreveu Zelensky. Ele acrescentou que é precisamente por isso que a Ucrânia sempre defendeu uma ação justa e decisiva dos Estados Unidos e da Europa, e que as sanções contra Moscou e sua máquina de guerra não devem ser flexibilizadas enquanto a guerra continuar.
A declaração foi interpretada como um recado direto ao presidente americano, Donald Trump. Na véspera, a mídia estatal russa havia relatado que Washington negocia com o Kremlin a suspensão de sanções contra o fundo soberano da Rússia, impostas pelo governo de Joe Biden no início da guerra, em 2022. Outras medidas recentes de Trump também foram criticadas por Zelensky, por serem consideradas favoráveis a Moscou, como a compra de diesel russo e a suspensão de tarifas a países que importam combustíveis e outros produtos russos.
Na semana passada, após um encontro na Rússia entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o presidente Vladimir Putin, o Kremlin informou que o líder russo concordou em retomar as negociações de paz com a Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos a partir do próximo mês. Nesta semana, entrou em vigor um cessar-fogo na cidade ucraniana de Oleshky, mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e pelo papa Leão XIV, para viabilizar a entrada de ajuda humanitária e preparar a evacuação de civis que queiram deixar a localidade.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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