Viagem milionária para a China e passagem de R$ 123 mil: os gastos dos ministérios de Lula
As viagens internacionais dos ministérios do governo Lula custaram R$ 138 milhões em 2026, segundo levantamento do colunista Lúcio Vaz. A despesa mais cara foi a Missão na República Popular da China, no âmbito do Programa Caminhos do Sul Global: Cooperação Internacional para a Justiça Racial, por iniciativa do Ministério da Igualdade Racial (MIR), com custo de R$ 1,87 milhão. Somente as passagens do servidor Dayvid Costa somaram R$ 123 mil.
A segunda maior despesa foi o treinamento com a aeronave Legacy 500, de R$ 572 mil. Em seguida aparece a movimentação de militares por término de missão no exterior, que custou R$ 521 mil e envolveu 81 militares. Entre os ministérios que mais gastaram, a Defesa lidera com R$ 22,9 milhões, seguida pela Saúde (R$ 17,7 milhões), Educação (R$ 12,4 milhões) e Itamaraty (R$ 10,6 milhões). Os destinos mais procurados foram Paris e Genebra, ambos com R$ 6,5 milhões, e Londres, com R$ 4,1 milhões.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do evento Huawei Cloud Compass, em Shenzhen, na China, entre 15 e 22 de março, com despesas de R$ 171 mil. Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, viajou entre 11 e 25 de janeiro para Riade, na Arábia Saudita, e Xangai, na China, para a 5ª edição da Mesa-Redonda Ministerial do Fórum de Minerais do Futuro, reunião bilateral com o ministro da Indústria e Recursos Naturais, Bandar Bin Ibrahim, e assinatura de Memorando de Entendimento em Recursos Naturais. A agenda incluiu reunião com integrantes do alto escalão ligados ao príncipe Abdulaziz, ministro do Interior da Arábia Saudita. A viagem custou R$ 144 mil.
Outras missões também registraram gastos elevados. A missão do Ministério da Educação à China custou R$ 2,3 milhões, dos quais R$ 1,4 milhão em passagens aéreas. A do Ministério da Saúde para o evento em Shenzhen, com dois servidores durante sete dias, custou R$ 230 mil, sendo R$ 171 mil referentes à passagem de um dos participantes. A Defesa participou da Conferência dos Chefes de Defesa do Hemisfério Ocidental, em Washington, com despesa de R$ 200 mil, dos quais R$ 137 mil para a passagem de um servidor.
Uma comitiva de cinco integrantes liderada por Rosângela da Silva representou a Presidência da República na Semana da Nutrição 2026, em Roma, com custo de R$ 136 mil; a passagem da primeira-dama representou R$ 45 mil. O Itamaraty gastou R$ 93 mil no Escalão Avançado do Cerimonial em Washington, por ocasião da visita programada do presidente à cidade. O Ministério da Educação também participou da missão "Intercâmbio Internacional - Edição China (BRICS)", com despesa de R$ 327 mil para cinco integrantes, sendo R$ 194 mil em passagens. Já a comitiva que acompanhou o presidente Lula em visitas de Estado à Índia e à Coreia, entre 19 e 23 de fevereiro, com o ministro Camilo Santana e outros dois servidores, custou R$ 180 mil, dos quais R$ 112 mil corresponderam à passagem do ministro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar