Um grande passo de Flávio para a vitória no segundo turno
O senador Flávio Bolsonaro chega à última semana de campanha do segundo turno em posição considerada privilegiada para derrotar o presidente Lula, segundo análise publicada pelo jornalista José Fucs. O pleito está marcado para domingo, e o debate da TV Globo entre os dois candidatos será realizado na sexta-feira (23).
Na avaliação do colunista, o desempenho de Flávio no debate da Band e as manifestações realizadas em várias cidades, com destaque para o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, impulsionaram sua candidatura na reta final. O texto aponta que quase todas as pesquisas mantêm o senador numericamente à frente de Lula.
Durante o debate, Flávio adotou a estratégia de se posicionar atrás do presidente durante as intervenções do petista e usar o tempo de resposta para tratar de temas incômodos ao adversário. O colunista avalia que Lula apareceu surpreso com a postura do oponente e cometeu erros em série, entre eles ter chamado Flávio de "malandro carioca" e feito um comentário considerado misógino sobre a assessora econômica do senador, Daniella Marques. O presidente também defendeu a "saidinha" de presos e, questionado sobre as relações de seu filho com uma lobista investigada pela Polícia Federal, respondeu com outra pergunta. Ao fim do programa, Lula admitiu que sua performance "podia ter sido melhor".
O texto destaca ainda que Flávio concentrou suas falas em propostas para a segurança pública, como a redução da maioridade penal, o aumento de penas e a castração química de estupradores, além do estímulo ao empreendedorismo entre beneficiários do Bolsa Família e de medidas para o refinanciamento de dívidas. Lula, por sua vez, ateve-se a anúncios recentes, como o fim da escala 6x1 e a proibição das bets.
Segundo a análise, aliados do presidente e setores da imprensa procuraram depreciar o desempenho de Flávio nos dias seguintes ao debate. O colunista conclui que o senador entra na última semana de campanha em vantagem, mas alerta que não pode baixar a guarda diante da expectativa de que o governo e seus apoiadores promovam uma ofensiva nos dias finais. O texto cita que as chamadas "bondades" eleitoreiras do governo chegam a quase R$ 300 bilhões em 2026, conforme a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar