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STF julga caso Moraes-Vorcaro: Kássio Nunes e Toffoli se declaram impedidos de participar; Dino fala agora

Por Ivan Marra
Atualizado em 15/09/2026 às 16:50 schedule 3 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira sessão plenária para decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ou não ser alvo de investigação por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A crise foi aberta após a divulgação de conversas suspeitas entre os dois. Vorcaro está preso e é investigado sob suspeita de fraudar R$ 12,7 bilhões do sistema financeiro brasileiro.

Logo no início dos trabalhos, o ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento. Ele afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem julgou processos relacionados ao caso, e que seu filho nunca prestou serviços ao banco nem foi remunerado por ele. Ainda assim, disse não se sentir confortável em votar por presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", declarou. Em seguida, pediu permissão ao presidente da Corte, Edson Fachin, para se retirar do plenário, o que foi consentido.

O ministro José Antonio Dias Toffoli também informou que não participará da votação, mas permanecerá assistindo ao julgamento. Ele afirmou que não cometeu nenhuma ilicitude e que, em março de 2026, declarou-se suspeito para julgar o caso Master por motivo de foro íntimo, e não por impedimento, "para não constranger a Corte". Segundo Toffoli, o relatório foi arquivado assim que recebido pela presidência do Supremo por ausência de indícios de ilícito. "Se eu achar necessário fazer uso da palavra, o farei", disse.

Durante a sessão, o ministro Flávio Dino questionou a decisão da presidência da Corte de retirar a relatoria do processo do ministro André Mendonça e afirmou que o Judiciário vive "o momento mais corrupto da história". "Aqui não é lugar de quem busca aplausos, busca popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia, é para fazer justiça", declarou. O ministro Gilmar Mendes apresentou questão de ordem e pediu a discussão de um documento enviado por Dino antes do início do julgamento, debatendo o papel e a imparcialidade do juiz julgador.

Na abertura da sessão, Fachin relembrou os argumentos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para pedir a nulidade do inquérito da Polícia Federal que liga Vorcaro a Moraes. Para Gonet, Mendonça determinou a investigação sabendo que entre os mencionados havia autoridades com foro por prerrogativa de função, entre elas Moraes, e que um ministro do STF não pode determinar a investigação de outro integrante da Corte. Na segunda-feira, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes receberam a íntegra do conteúdo encontrado pela PF no celular de Vorcaro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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