Última Hora
• Senado articula projeto de reforma profunda para limitar poderes do STF • Ex-ministro de Lula critica redução da maioridade penal e prevê embate no STF • Cometas talvez não tenham contribuído para a origem da vida na Terra, indica pesquisa • Paulo Gonet solicita ao STF suspensão nacional de processos contra proibição das bets • Boicotar ou conviver? O que a arte pode nos ensinar • O que derrota de Trump nas eleições legislativas significa para a disputa da Presidência dos EUA em 2028 • Quem é Miguel Vázquez, o jovem dono do banco Ueno, no centro de escândalo financeiro e político no Paraguai • 'Meus pais me ensinaram a reconhecer policiais à paisana na multidão': como foi minha infância fugindo do FBI • Senado articula projeto de reforma profunda para limitar poderes do STF • Ex-ministro de Lula critica redução da maioridade penal e prevê embate no STF • Cometas talvez não tenham contribuído para a origem da vida na Terra, indica pesquisa • Paulo Gonet solicita ao STF suspensão nacional de processos contra proibição das bets • Boicotar ou conviver? O que a arte pode nos ensinar • O que derrota de Trump nas eleições legislativas significa para a disputa da Presidência dos EUA em 2028 • Quem é Miguel Vázquez, o jovem dono do banco Ueno, no centro de escândalo financeiro e político no Paraguai • 'Meus pais me ensinaram a reconhecer policiais à paisana na multidão': como foi minha infância fugindo do FBI
Ver Todas
Voltar para Politica

Senado articula projeto de reforma profunda para limitar poderes do STF

Por Celso Rafael
Atualizado em 07/11/2026 às 22:50 schedule 3 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Um grupo de senadores eleitos e reeleitos pretende avançar, a partir de 2027, com propostas de emenda à Constituição para reformar o Judiciário brasileiro. A bancada deve reunir cerca de 45 parlamentares e tem como foco a limitação de mandatos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o fim das decisões individuais. Segundo os articuladores, a iniciativa busca responder à crise institucional da Corte e reequilibrar a relação entre os Poderes da República.

O conjunto de mudanças no STF se concentra em três pilares. O primeiro é a criação de mandatos com tempo determinado para os ministros — a proposta sugere mandatos fixos de 12 anos. Hoje, um ministro é indicado a partir dos 35 anos e pode permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75. O segundo pilar é a elevação da idade mínima para ingresso na Corte, possivelmente para 55 anos. O terceiro prevê o fim das decisões monocráticas: os senadores querem proibir que um único magistrado tome decisões urgentes que suspendam leis ou atos dos outros Poderes sem que o colegiado de 11 ministros analise o caso imediatamente.

No sistema de indicações, uma das propostas em discussão prevê a divisão das cadeiras do STF entre diferentes órgãos: parte das escolhas viria do Poder Executivo, parte da Câmara dos Deputados, parte do Senado e outra do próprio Supremo. Outra sugestão é a criação de listas de candidatos tecnicamente qualificados, elaboradas com a participação de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público e universidades. O objetivo declarado é basear as escolhas em critérios objetivos de experiência e produção jurídica, reduzindo vínculos políticos.

A ampliação da idade mínima é vista pelos parlamentares como uma forma natural de limitar o tempo de permanência no cargo. Como a aposentadoria é obrigatória aos 75 anos, entrar mais tarde reduz o período de influência sobre o pensamento jurídico do país. Os defensores da mudança argumentam que mandatos excessivamente longos podem levar a abusos de autoridade e ao engessamento da Justiça, e que uma trajetória profissional mais consolidada contribui para a independência do magistrado.

Além das mudanças na lei, há um esforço para implementar um Código de Ética rigoroso para os ministros, com obrigação de transparência total sobre quem financia viagens e eventos e sobre quais pessoas são recebidas nos gabinetes. O ministro não seria proibido de participar de eventos, mas teria de informar publicamente quem custeou as despesas e quem esteve presente. A medida visa evitar que relações pessoais ou pressões externas influenciem as decisões da maior instância da Justiça brasileira. As propostas dependem da aprovação de emendas constitucionais no Congresso.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Ex-ministro de Lula critica redução da maioridade penal e prevê embate no STF José Eduardo Cardozo rejeita ideia mesmo em caso de crimes hediondos e chama proposta de "desastre". Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael