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O que derrota de Trump nas eleições legislativas significa para a disputa da Presidência dos EUA em 2028

Por Celso Rafael
Atualizado em 07/11/2026 às 21:35 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os votos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos ainda estão sendo contados, mas o cenário político já se volta para a corrida presidencial de 2028. Impulsionados por vitórias significativas no Congresso, os democratas ganharam força enquanto se preparam para a disputa pela sucessão do presidente Donald Trump. Ainda assim, um bom desempenho nas midterms não garante a conquista da Casa Branca dois anos depois — o democrata Barack Obama foi reeleito em 2012, apesar de grandes vitórias republicanas em 2010.

Não há oficialmente candidatos para suceder Trump, mas nomes em potencial se preparam nos bastidores. Declarações do vice-presidente JD Vance com reflexões sobre as derrotas republicanas foram interpretadas como preparação para uma candidatura em 2028. As pesquisas de boca de urna sugerem que a maré negativa para os republicanos se deveu em parte à raiva dos eleitores em relação às ações do governo Trump — o que representa um desafio para seus potenciais sucessores que fazem parte do gabinete, incluindo Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. "A única pessoa que foi gravemente prejudicada por esta campanha eleitoral foi Vance", analisa Karen Beckwith, professora de ciência política na Case Western Reserve University. Vance procurou se distanciar da derrota e de uma aventura de política externa no Irã que foi politicamente desastrosa para o partido. Rubio negou rumores de que estaria considerando deixar o cargo para concorrer.

Entre os democratas, o senador da Geórgia Jon Ossoff venceu com margem considerável em um Estado onde Trump ganhou em 2024. Embora já tenha afirmado que não pretende se candidatar à presidência, sua campanha bem-sucedida, com viralizações na internet, o projetou nacionalmente. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, derrotou com folga seu adversário republicano e, segundo analistas, sua ampla popularidade em um Estado-chave sinaliza que poderia ser competitivo nacionalmente. O governador de Illinois, JB Pritzker, também venceu após uma campanha descrita por analistas de seu Estado como um "aquecimento" para uma candidatura presidencial.

As duas alas do Partido Democrata reivindicaram a vitória. A vitória de El-Sayed em Michigan foi um momento decisivo para a esquerda, pois triunfou em um Estado-pêndulo. "As antigas noções de elegibilidade ficaram para trás, e economistas populistas ousados, de fora do sistema, provaram que podem vencer em Estados decisivos", disse Adam Green, cofundador do Comitê de Campanha para Mudanças Progressistas. Democratas moderados também reivindicaram vitórias: o "Blue Dog Caucus", grupo de democratas moderados e conservadores, conquistou pelo menos 14 cadeiras no Congresso, quase dobrando seu tamanho atual.

Ambos os partidos terão de lidar com uma coligação de apoio instável. Regiões antes consideradas "seguras" para os republicanos não podem mais ser vistas como redutos conservadores — o Texas agora conta com apenas um candidato republicano em nível estadual, o que significa que seus 40 votos no colégio eleitoral podem estar em disputa em 2028. "Nenhum dos partidos pode se dar ao luxo de considerar seus redutos tradicionais como garantidos", afirmou a analista política Christina Pascucci. "Nenhum dos partidos é dono desses eleitores", resume.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Celso Rafael

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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