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Quem ganha e quem perde com o fim da “taxa das blusinhas”

Por Ivan Marra
Atualizado em 03/09/2026 às 16:05 schedule 2 min de leitura visibility 21 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Congresso vota nesta quinta-feira (3) a medida provisória que acaba com o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A isenção está em vigor desde maio, mas precisa ser aprovada pelos parlamentares para se tornar definitiva. Se não for votada até 8 de setembro, a MP perde a validade e a cobrança volta.

A manutenção da isenção tende a beneficiar consumidores e grandes marketplaces estrangeiros, que ganham competitividade. Já fabricantes e varejistas brasileiros enfrentariam concorrência maior com produtos importados de tributação menor. O governo também perde arrecadação, mas faz um aceno ao eleitorado de classe média em ano eleitoral — a taxa foi criada pelo próprio governo em agosto de 2024 e revogada a poucos meses do período eleitoral.

Entidades do setor produtivo, como CNI e CNC, pedem a rejeição da MP, citando riscos a cerca de 100 mil empregos e perdas bilionárias em produção doméstica. Já a Amobitec, que representa plataformas como Shein e Amazon, defende o fim do tributo e aponta aumento de remessas internacionais. Estudo da LCA Consultoria, porém, classifica como “marginal” a variação de empregos após a suspensão da cobrança, indicando que os dados não sustentam a tese de que o imposto preservaria postos de trabalho.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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