Provocações e cobranças: por que Milei e a maior entidade industrial da Argentina estão em guerra
O presidente argentino, Javier Milei, protagoniza uma disputa pública com a União Industrial Argentina (UIA), principal entidade do setor no país. Após críticas da entidade ao seu governo, Milei enviou apenas funcionários de segundo escalão para o evento da UIA em Los Polvorines, na província de Buenos Aires, em comemoração ao Dia da Indústria, celebrado na quarta-feira (2).
O presidente, que já acusou o setor de buscar privilégios e demandar protecionismo, enfrenta aumento da tensão com a entidade. A UIA afirma que a indústria está ficando para trás no crescimento econômico das reformas de Milei, que beneficiariam apenas agronegócio, minerais e petróleo. No evento, o presidente da UIA, Martín Rappallini, disse que o setor está "arcando com o peso da estabilização" e pediu um pacto fiscal industrial federal para reduzir impostos. Em entrevista à TN, o vice-presidente da entidade, Guillermo Moretti, afirmou que "essa gente não conhece o país, não sabe o que é uma fábrica".
Milei, por sua vez, descartou ajustes na política econômica: "O resultado fiscal não é negociável e também não vamos negociar a política monetária porque não vamos parar até terminar de derrotar a inflação". Segundo o Indec, a produção industrial caiu 2,2% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2025.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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