Qual o peso do STF na eleição de domingo?
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a escalar a quatro dias do primeiro turno das eleições, reacendendo o alerta sobre o possível efeito em votos decisivos em um cenário de disputa apertada. Segundo o material publicado, a campanha mais exposta a esse desgaste seria a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O novo ciclo de embates começou com a disputa em torno da retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro (PL) à suposta intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O ministro Flávio Dino derrubou a decisão no domingo (27), e Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino na segunda-feira (28), restabelecendo a ordem de Mendonça. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, manifestou preocupação com uma possível sobreposição entre as decisões do Supremo e da Justiça Eleitoral.
Na pesquisa Datafolha de 15 a 17 de setembro, 38% dos eleitores apontaram Lula como o candidato prejudicado pela crise envolvendo o STF e o Banco Master, contra 31% que citaram Flávio Bolsonaro. Para analistas ouvidos na reportagem, a percepção de instabilidade institucional pode atingir o presidente da República, enquanto os Bolsonaros são vistos por parte do eleitorado como "vítimas políticas" do STF. Outros avaliam que a crise perdeu peso como fator eleitoral imediato, à medida que a campanha deslocou o debate para temas como bets, canetas emagrecedoras e o reajuste do Bolsa Família.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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