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'Por que decidi gastar dinheiro em vez de deixá-lo de herança para meus filhos'

Atualizado em 24/09/2026 às 16:50 schedule 2 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Aos 64 anos, Sarah Moorhouse aproveita a aposentadoria para viajar e fazer o que gosta com o dinheiro da previdência privada. Ao lado do marido, Geoff, ela integra uma tendência que ganha força em vários países: gastar o próprio patrimônio durante a aposentadoria em vez de guardá-lo como herança para os filhos. O casal viaja quatro ou cinco vezes por ano e recentemente trocou um clássico Sunbeam Alpine por um Mazda MX-5. "Só se vive uma vez", diz Sarah, que afirma ir a funerais de amigos e conhecidos com frequência e defende aproveitar a vida enquanto é possível.

Segundo relatório divulgado em março pela empresa de previdência Standard Life, 15% dos pais britânicos com filhos de todas as idades planejam priorizar o próprio dinheiro na aposentadoria em vez de deixar herança. Nos Estados Unidos, caiu para 20% no ano passado o percentual de pessoas que esperavam receber herança dos pais, ante 25% em 2024, segundo estudo da Northwestern Mutual. Para Mike Ambery, diretor da Standard Life, o avanço dessa tendência no Reino Unido está ligado ao fim dos planos de aposentadoria baseados no salário final, substituídos por planos de contribuição definida, cujos recursos podem acabar.

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Deviem

As filhas de Sarah e Geoff, já adultas, apoiam a decisão. Poppy disse à BBC que rejeita a ideia de esperar herança: "Para mim, isso é uma loucura". Apesar dos gastos, Sarah afirma que pretende deixar alguma coisa para as filhas. Nem todos os aposentados, porém, têm boa situação financeira: no Reino Unido, 16% da população aposentada vive na pobreza, segundo a Joseph Rowntree Foundation; nos Estados Unidos, a taxa é de 15,4%.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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