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Por dentro da rede de influenciadores que ataca o voto feminino no Brasil

Atualizado em 14/09/2026 às 15:20 schedule 2 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam holofotes em junho, quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou a "qualidade" do voto das mulheres. A declaração está longe de ser isolada: nas redes sociais circulam programas e cortes de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas ao exibir frases como "o voto feminino é o erro da democracia ocidental".

A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação desse tipo de mensagem e conversando com influenciadores que aparecem nesses vídeos. O mapeamento identificou um ecossistema digital que também abriga mulheres que afirmam que abririam mão do próprio direito de votar, como Fernanda Guardian, ou que já atacaram o voto feminino, caso da influenciadora Pietra Bertolazzi. O discurso, que parecia restrito a nichos da internet, passou a ecoar no debate político brasileiro e em círculos conservadores nos Estados Unidos.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, foi ouvida pela reportagem e assistiu a alguns dos vídeos. "Isso aqui é democracia, as pessoas poderem falar até isso", reagiu ela, hoje a única mulher no Supremo. Segundo a ministra, a simples proposição de mudar o direito ao voto no Brasil, hoje universal, é inconstitucional: para extinguir o voto feminino, afirmou, "a Constituição tinha que ser rasgada".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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