Partidos aliados de Flávio reconhecem a vitória de Lula; Zema fala em golpe
Dirigentes e lideranças de partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição deste domingo. O resultado foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Flávio perdeu por cerca de 4,4 milhões de votos.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, usou as redes sociais ainda na noite de domingo para reconhecer a vitória do petista. Ele afirmou que o novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência no primeiro turno e apoiou Flávio no segundo, disse aceitar o resultado das urnas. Em entrevista coletiva em Goiânia, afirmou que ele e seus aliados se curvam à decisão da maioria e à apuração, e que essa sempre foi a característica do grupo. O MDB também reconheceu a vitória em publicação no X, na qual afirmou que a vontade popular se fez soberana. Nesta segunda-feira, o União Brasil divulgou nota assinada pelo dirigente nacional Antonio Rueda, segundo a qual a soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas e é hora de unir o país em torno de uma agenda comum. O PSD, de Gilberto Kassab, também assinou nota reafirmando compromisso com a democracia. O PSDB, que se manteve neutro no segundo turno, afirmou por meio de seu presidente nacional, Aécio Neves, que os brasileiros escolheram democraticamente o próximo representante do país.
Após o anúncio do resultado, Flávio chamou a imprensa para dizer que não reconhecia a derrota e que pediria a anulação da eleição. Ele afirmou ser impossível reconhecer o resultado e disse que sua equipe jurídica vai solicitar a anulação do pleito. A declaração faz menção à prorrogação por duas horas do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, em resposta a pedido do PT. A própria coligação de Flávio, no entanto, pediu ao TSE a prorrogação do horário em alguns estados por causa das fortes chuvas.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação, ainda que em locais específicos, e que o total de votos registrados após as 17h foi insignificante diante da diferença entre os candidatos. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não se pronunciou até o momento. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que também disputou o primeiro turno, questionou o resultado em vídeo nas redes sociais e disse que Lula aplicou um golpe à la Venezuela, chamando a eleição de alarmista e mentirosa. O escritor Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno e apoiou Flávio no segundo, ainda não se manifestou.
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