O vergonhoso STF e as soluções para o Brasil
O julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a situação do ministro Alexandre de Moraes foi marcado por tumulto e manobras que impediram a análise do mérito da questão. A avaliação é do colunista Luís Ernesto Lacombe, em texto publicado na Gazeta do Povo.
Segundo o colunista, a sessão deixou claro que, no Executivo federal, não existem brasileiros decentes; no Legislativo, eles são minoria; e no STF, há apenas dois. Lacombe afirma que o presidente da corte, Edson Fachin, confirmou nos bastidores o tratamento que recebe, enquanto a condução dos trabalhos ficou com a tropa de choque de Moraes. Ele cita Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, que, segundo o texto, teria agido nos bastidores como especialista em guerra jurídica.
O colunista aponta que a participação de Paulo Gonet, procurador-geral da República também implicado no relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Daniel Vorcaro, deveria ser tratada como inconcebível. Para Lacombe, não ter impedido Moraes de votar, mesmo numa questão de ordem, é enlouquecedor. Ele classifica como covardia a saída de Nunes Marques do plenário após ser ameaçado, o que representou a primeira grande derrota do dia.
De acordo com o texto, estabeleceu-se a estratégia de não permitir a decisão sobre o mérito — se Moraes deve ser investigado. Ministros que, segundo o colunista, rasgaram as leis se entregaram a redescobrir o devido processo legal, o juiz natural, a ampla defesa e a imparcialidade. Lacombe destaca que Moraes reclamou da atuação de André Mendonça sem provocação do Ministério Público ou da Polícia Federal, repetindo a expressão "de ofício".
O colunista afirma que as evidências contra Moraes são vastas e gravíssimas, mas há esforço para livrá-lo e implicar o ministro que expôs as suspeitas. Ele critica Flávio Dino por perguntar por que Moraes estava ali e responder citando facínoras do 8 de Janeiro, assassinos de Marielle Franco, Donald Trump, Elon Musk e a atuação de Moraes no TSE. Cármen Lúcia, segundo o texto, só se pronunciou no fim da sessão, para votar na questão de ordem, e fez um pedido de desculpas considerado insuficiente. Lacombe conclui que os brasileiros decentes, que defendem o respeito às leis, são a esperança do país e entendem que o ponto de virada é agora.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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