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O que novo presidente da Colômbia pretende com polêmicas imagens caminhando entre cadáveres

Por Ivan Marra
Atualizado em 13/09/2026 às 12:40 schedule 2 min de leitura visibility 41 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, divulgou imagens em que aparece caminhando entre os corpos de supostos guerrilheiros mortos em operações militares, provocando forte reação no país. O primeiro vídeo foi gravado após uma ação em Guaviare, na qual foram mortos 23 supostos dissidentes das Farc e dois menores de idade, segundo o material. Dois dias depois, o presidente publicou novas imagens, desta vez após uma operação em La Guajira.

Analistas avaliam que a estratégia busca transmitir uma mensagem de força e intimidação, em linha com o discurso linha-dura contra o crime que marcou sua campanha e o distingue da abordagem de negociação adotada pelo antecessor, Gustavo Petro. A Defensora do Povo, Iris Marín, criticou as imagens e afirmou que "o Estado e o Governo não podem competir para ver quem consegue ser o mais cruel". A senadora María José Pizarro, do Pacto Histórico, falou em "necrofilia midiática", enquanto a ex-prefeita de Bogotá Claudia López disse que "o autoritarismo mafioso não respeita nem a vida nem a morte".

O ministro do Interior, Rodrigo Lara Restrepo, rebateu as críticas e afirmou que o Estado cumpre um dever constitucional de combater criminosos. Segundo a agência AFP, um juiz em Bogotá ordenou na quinta-feira (10/09) que o presidente ocultasse temporariamente as publicações. Analistas citados na reportagem lembram que demonstrações de autoridade desse tipo não são novidade na região e alertam para o impacto das imagens em comunidades afetadas por mais de 60 anos de conflito armado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Crime tem queda expressiva nos EUA sob o governo Trump Novo relatório mostra os dados consolidados de 2025. Continuar leitura arrow_forward

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