Número 2 do chavismo diz que não há país com mais liberdade de expressão que a Venezuela
O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, apontado como o número 2 do chavismo, afirmou nesta segunda-feira (28) que não existe país no mundo com mais liberdade de expressão do que a Venezuela. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva após reunião em Caracas da direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), legenda da qual o ministro é secretário-geral, segundo o site Efecto Cocuyo.
A manifestação foi uma resposta a críticas de que sites independentes continuam bloqueados no país. Cabello disse que a liberdade de expressão não "pertence" aos proprietários dessas páginas, acusou-os de "propagar mentiras" e sugeriu que os sites seguem fora do ar por falta de pagamento, e não por proibição do chavismo.
"Há pessoas que não pagam os provedores de internet e culpam o Estado", ironizou o ministro. Ele também afirmou que a imprensa "manipulou" o país ao fazer acreditar que a liberdade de expressão lhe pertencia, e defendeu que o direito é de todos. "Agora, nas redes, todos podemos dizer o que quisermos. Não existe outro país onde haja mais liberdade de expressão", declarou, sem mencionar as centenas de sites e redes sociais historicamente bloqueadas pelo chavismo.
Segundo a ONG VEsinFiltro, que monitora a censura à internet na Venezuela, 144 domínios continuam bloqueados no país, apesar de uma abertura alardeada pelo chavismo na semana retrasada. Desse total, 51 são de notícias. A organização informou ainda que 76 domínios foram desbloqueados desde então, quando a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anunciou o cumprimento de uma ordem da ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para liberar sites nacionais e estrangeiros com acesso restringido há anos.
A medida coincidiu com o início do segundo ciclo de diálogo entre o chavismo e a oposição para tratar da liberdade de expressão.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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