Lula agradece votos e diz que teve de vencer intromissão vinda de fora
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em seu primeiro discurso após a vitória nas eleições presidenciais deste domingo (25), que teve de vencer a interferência das plataformas digitais vindas do exterior. Reeleito com mais de 64 milhões de votos, ele disse que terá de regular essas empresas em seu novo mandato.
“É uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual crime na vida real”, declarou. O presidente acrescentou que não é admissível que empresas de grande porte obtenham bilhões em receita sem pagar impostos ao país e tentem direcionar o resultado eleitoral.
Lula agradeceu a generosidade do povo brasileiro e, em especial, a da juventude que foi às ruas defender a democracia, além dos idosos. Ele relatou cenas de pessoas levadas pelos netos às seções eleitorais, de eleitores com dificuldade de locomoção e de pacientes com câncer e outras doenças que compareceram para votar por entenderem a importância do voto para assegurar a democracia.
Ao falar sobre o novo governo, o presidente afirmou que as eleições de 2026 trouxeram muitas lições e que o próximo mandato será marcado pela participação popular nas decisões. Ele agradeceu ao deputado federal André Janones, que coordenou uma campanha nas redes sociais de apoio à reeleição, e disse que a comunicação digital ganhará espaço amplo em sua gestão. “Não vou ficar permitido ser interpretado por jornalista com má fé. Eu vou dizer o que eu penso, o que eu faço”, afirmou.
Lula discursou por volta das 22h20 em um auditório de hotel na capital paulista e, em seguida, seguiu para a avenida Paulista, onde apoiadores realizavam uma grande comemoração. Acompanharam o pronunciamento o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), além de parlamentares e aliados, entre eles o ex-ministro Fernando Haddad, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e a deputada federal Marina Silva.
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