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Jornalistas pró-Ortega declaram apoio à ditadura e dizem combater “notícias falsas, fascistas e tentativas de golpe”

Por Ivan Marra
Atualizado em 09/09/2026 às 07:20 schedule 2 min de leitura visibility 34 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Movimento Patriótico de Comunicadores da Nicarágua, formado por jornalistas e comunicadores alinhados ao regime de Daniel Ortega, divulgou nesta terça-feira (8) um manifesto de apoio ao governo sandinista. No texto, os profissionais afirmam combater o que chamam de "terrorismo midiático", "tentativas de golpe", "fascismo" e "notícias falsas".

A manifestação ocorreu em referência ao Dia Internacional do Jornalista. No documento, os comunicadores também declararam apoio à reforma parcial da Constituição Política aprovada recentemente, classificando-a como um esforço para "fortalecer a democracia" e defender "a paz, a soberania e a estabilidade". Eles ainda endossaram a gestão dos "copresidentes" Ortega e Rosario Murillo na luta contra a pobreza.

Na semana passada, a Assembleia Nacional da Nicarágua, controlada pelo partido governista, aprovou em primeira sessão uma ampla reforma constitucional. Entre as mudanças está a exclusão de opositores considerados "traidores da pátria" de cargos eletivos e a extensão do mandato presidencial para sete anos.

Em meio ao endurecimento do regime, a Fundação para a Liberdade de Expressão e Democracia (FLED) alertou que ao menos sete jornalistas nicaraguenses exilados na Costa Rica relataram estar sendo seguidos e ameaçados. As denúncias incluem vigilância perto de suas casas, assédio em redes sociais, ligações de números desconhecidos e intimidação em espaços públicos.

Segundo a FLED, entre 2018 e 2026 o governo Ortega-Murillo fechou pelo menos 54 veículos de comunicação, incluindo os jornais La Prensa, Confidencial, 100% Noticias e Trinchera de la Noticia, cujas sedes foram invadidas e confiscadas. Pelo menos 310 profissionais da mídia deixaram o país por motivos de segurança ou foram exilados desde abril de 2018.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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