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'Inclusão e empoderamento são um discurso fracassado e adormecedor', diz escritora

Atualizado em 13/09/2026 às 12:20 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A escritora, grafiteira, radialista e feminista boliviana Maria Galindo, uma das principais vozes do feminismo latino-americano, afirma que o discurso da inclusão e do empoderamento está esgotado. "É um discurso fracassado, retórico e adormecedor", diz ela em entrevista à BBC News Mundo, concedida durante os preparativos para o Hay Festival Querétaro, no México.

Para Galindo, a luta por direitos se esgotou em todo o mundo, não apenas para as mulheres, mas também para a população LGBTQIA+ e as chamadas minorias. Ela critica o que chama de ciclo repetitivo das lutas identitárias e defende que os feminismos precisam de horizontes de mudanças estruturais, com o fim do patriarcado como utopia — e não os direitos das mulheres, que, segundo ela, são um projeto liberal.

Autora do livro Feminino Bastardo e líder do coletivo Mujeres Creando, criado há mais de 30 anos, Galindo também critica o que descreve como uma escala colonial das opressões. Ela questiona pesquisadoras europeias que pretendiam estudar a prisão feminina na Bolívia sem conhecer a realidade de seus próprios países. "As mulheres no Afeganistão são capazes de ler sua própria tragédia. Você precisa ler a sua primeiro", afirma.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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