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Ícone do rock alternativo fala da fé cristã e critica silêncio sobre Deus na cultura

Por Ivan Marra
Atualizado em 30/09/2026 às 08:05 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O vocalista, guitarrista e líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, viralizou nas redes sociais nos últimos dias ao falar abertamente sobre sua fé cristã. Ele afirmou crer em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e questionou o silêncio em torno de Deus na cultura pop.

Em declaração reproduzida em reportagem publicada pela Gazeta do Povo, Corgan disse: “É muito estranho que as pessoas se sintam à vontade para falar de tudo, menos de Deus.” A manifestação surpreende parte do público por vir de um ícone do rock alternativo dos anos 90, movimento associado a temas como angústia, vazio e melancolia.

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Deviem

O assunto surgiu em episódio do podcast The Magnificent Others, apresentado por Corgan, lançado no último dia 23, que teve como convidado Michael Sweet, vocalista da banda Stryper — um dos primeiros grupos de heavy metal a assumir identidade explicitamente cristã, ainda nos anos 80. Corgan contou que, na adolescência, ouvia ao mesmo tempo Stryper e Slayer, grupo famoso por letras e imagens violentas e satânicas, mas notava reação muito diferente do público aos dois: a estética sombria do Slayer era recebida como parte da rebeldia do rock, enquanto o Stryper, por falar abertamente de Cristo, causava desconfiança.

Segundo Corgan, o rock pode flertar tranquilamente com violência, drogas e imagens satânicas, mas se acanha quando o assunto é Jesus. Para ele, esse excesso de “escuridão” tem menos a ver com o público do que com os músicos e a indústria. “A maioria das pessoas não vive com uma vela acesa para o diabo no porão. A maioria cresceu em uma comunidade cristã. Essa ideia de que nossas formas mais populares de música são excessivamente voltadas ao vício diz mais sobre a sociopatia dos artistas do que sobre a realidade”, afirmou.

O músico esclareceu que não passou por conversão recente: já se considerava cristão nos anos 90, no auge do Smashing Pumpkins. O que mudou foi a disposição para declarar publicamente sua fé. Ele contou que chegou a dizer à revista Rolling Stone que Deus é o “terceiro trilho do rock and roll”, em referência ao trilho eletrificado e perigoso do metrô, por acreditar que falar de Deus poderia custar sua carreira. “Se eu não puder ser verdadeiro sobre quem sou, por que um fã deveria acreditar em mim? Então tomei a decisão de que falaria sobre Deus na minha vida e sobre crer em Jesus como meu Senhor e Salvador. E se isso fosse me prejudicar, eu não me importaria”, afirmou.

Além do Smashing Pumpkins, Corgan mantém projetos paralelos na música, escreveu um livro de poesia e atua como empreendedor — é dono de uma casa de chá que funciona como centro cultural e de uma empresa de luta livre profissional. Aos 59 anos, segue à frente da banda.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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