Hiroshima e Nagasaki, 81 anos depois. Dá-se início aos “dez dias de oração pela paz”
A Conferência Episcopal Japonesa deu início, neste mês de agosto, aos “dez dias de oração pela paz”, período que antecede a memória dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, completados 81 anos após a tragédia de 1945. A iniciativa convida os fiéis a refletir sobre a atualidade do grito “Nunca mais”, lançado ao final da Segunda Guerra Mundial diante da destruição causada pelas bombas nas duas cidades.
Durante os dez dias, as dioceses do país promovem momentos de oração e reflexão em memória das vítimas e em favor da reconciliação. A proposta episcopal busca manter viva a memória histórica do ocorrido e, ao mesmo tempo, renovar o compromisso com a paz em um contexto global ainda marcado por conflitos armados e pela ameaça nuclear.
Os bombardeios de agosto de 1945 atingiram as cidades de Hiroshima e Nagasaki nos dias 6 e 9, respectivamente, nos estágios finais da Segunda Guerra Mundial. O episódio deixou um saldo de dezenas de milhares de mortos e feridos, além de efeitos duradouros sobre a população exposta à radiação. Desde então, as duas cidades se tornaram símbolos do movimento mundial pelo desarmamento.
Em mensagem divulgada para a ocasião, os bispos japoneses ressaltam que a expressão “Nunca mais” permanece como um apelo atual, diante da persistência de arsenais nucleares e de novas tensões geopolíticas. A Conferência Episcopal também associa a oração pela paz ao testemunho dos sobreviventes, conhecidos como hibakusha, cujos relatos seguem sendo transmitidos às novas gerações como advertência histórica.
Os organizadores não detalharam a programação completa das atividades, mas indicaram que as celebrações incluem missas, vigílias e momentos de silêncio nas comunidades locais. A iniciativa se encerra no dia 9 de agosto, data que marca o aniversário do bombardeio de Nagasaki.
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