Flávio visita Filipe Martins na prisão e acusa Moraes de comandar “gabinete da perseguição”
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, visitou neste sábado (5) o ex-assessor de assuntos internacionais Filipe Martins na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, no Paraná. Martins cumpre condenação de 21 anos de prisão imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em processo que teve o ministro Alexandre de Moraes como relator.
Após o encontro, que durou cerca de uma hora e meia, Flávio classificou a prisão como injusta e afirmou que o caso representa abusos cometidos por Moraes. "Vim dar um abraço em um amigo muito importante para nós que está preso aqui acusado de ter feito uma minuta que nunca existiu, que ninguém nunca viu, e acabou sendo usada para sua condenação", declarou. O candidato também citou o caso envolvendo a esposa de Moraes e o investigado Daniel Vorcaro, dizendo que o ministro "usou o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos".
Flávio afirmou ainda que a atuação de Moraes contra Martins e outras pessoas da direita revela a natureza do gabinete do ministro. "Hoje nós temos a convicção clara para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes: é o gabinete da perseguição", disse. O candidato relatou que Martins demonstrou confiança na eleição de Flávio para mudar o cenário atual. "Ele também está acreditando muito na eleição de Flávio Bolsonaro para poder mudar essa história triste que o Brasil está vivendo hoje, com tanta perseguição, com tantos abusos, com tantos excessos", afirmou.
Martins cumpria prisão domiciliar até 2 de janeiro, quando foi levado à cadeia de Ponta Grossa após descumprir medida cautelar que o impedia de usar redes sociais. A determinação partiu de Moraes. "Se estivesse em vigor, valendo a lei da dosimetria, já era para ele estar em casa", disse Flávio.
Na ocasião, o candidato também apresentou propostas de seu plano de segurança, chamado "Brasil Sem Medo", como a criação de mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário e a declaração de líderes de facções criminosas e milícias como grupos terroristas. "Ladrão de celular vai começar com oito anos a pena mínima e vai ficar preso", afirmou.
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