Michelle manda recado a Mendonça: “Você é um escolhido e ungido do Senhor”
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, publicou na noite de sábado (5) uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crise entre integrantes da Corte. Na postagem, acompanhada de uma foto em que o magistrado segura a mão dela, Michelle relembrou a trajetória de Mendonça até a indicação ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Em um dia muito marcante, na nossa salinha de consagração, Deus me revelou a sua entrada naquele tribunal. Sim, Ele abriu a minha visão, e eu o vi entrando com uma nuvem branca sobre a sua cabeça. Foi um momento lindo!”, escreveu. A ex-primeira-dama afirmou ainda que recebeu uma confirmação sobre a indicação do ministro. “Depois daquele dia, tivemos a certeza de que aquela cadeira era sua. Poderia vir o que viesse, a Palavra era clara: seja forte e corajoso. Não retroceda! Saiba que você é um escolhido e ungido do Senhor!”
Na sexta-feira (4), Mendonça publicou um vídeo direcionado a aliados e líderes religiosos agradecendo as “mensagens de oração e de carinho”. “Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”, disse. O ministro, que atua como pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, acrescentou: “Eu louvo a Deus por sua vida, grato pela generosidade e solidariedade que tenho recebido. Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso país”. A deputada Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, compartilhou a gravação e afirmou que “estamos todos unidos em oração por nosso ministro”.
As manifestações ocorrem em meio à crise no STF entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e registros de contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos indicam que Vorcaro pedia ao magistrado que atuasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.
Na quinta-feira (3), Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de crimes e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma ação contra o colega. Segundo Moraes, os documentos apontam interferência na condução das investigações pela PF, participação irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionamento de alvos por “motivos pessoais e políticos”. No dia seguinte, Fachin determinou que as apurações sobre Mendonça saíssem do inquérito das Fake News e fossem incluídas em outro procedimento sob sua relatoria, reunindo no mesmo processo as acusações de ambos os lados.
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