Flávio Bolsonaro declara liderança da oposição a partir dos EUA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se autoproclama líder do Brasil e anuncia que comandará a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva a partir dos Estados Unidos. O parlamentar deixou o país após o STF determinar a entrega de seus passaportes e contesta a validade do resultado das eleições presidenciais de 2026.
Na carta, Flávio alega fraude eleitoral e aponta suposta atuação ilegítima do Judiciário, que teria permitido a Lula conquistar mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno. Ele critica decisão do STF que estendeu o horário de votação quando as urnas já estariam encerradas e afirma que a máquina pública foi usada indevidamente em favor da reeleição da chapa governista. Segundo o senador, esses fatos seriam suficientes para a cassação do mandato do presidente e de seu vice.
Flávio afirma que não fugiu, mas que saiu para exercer livremente sua liderança, alegando viver-se no Brasil um regime de exceção e perseguição política. Ele diz que, se permanecesse, estaria sujeito a apreensão de documentos, uso de tornozeleira eletrônica e eventual prisão. A estratégia anunciada é liderar os movimentos contrários ao governo federal do território americano, usando as liberdades de expressão do país, e promete se dirigir regularmente ao povo brasileiro para apresentar planos de mobilização popular. Para validar a decisão, compara sua situação à de Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó e María Corina Machado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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