Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês
O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (8), cotado a R$ 5,089, o menor valor de fechamento em um mês. A moeda americana recuou 0,79% em um pregão marcado pelo movimento dos ativos domésticos e pela alta do petróleo no exterior, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio.
Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima. O resultado interrompe a trajetória recente e faz o dólar acumular queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, após ter subido 2,16% em agosto.
Na bolsa de valores, o Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, e encerrou no maior nível desde 4 de maio. O índice chegou a atingir 189.487,70 pontos durante a sessão, com mínima de 185.207,66 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras, as mais negociadas do índice, acompanharam a valorização do petróleo no exterior: os papéis preferenciais subiram 2,08% e os ordinários avançaram 2,36%. Dados da B3 indicam que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira permaneceu positivo em setembro, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões do mês.
No mercado internacional, o barril do petróleo tipo Brent, referência mundial, avançou 0,9%, para US$ 97,92, maior nível desde 23 de julho. O barril tipo WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, para US$ 93,03, maior fechamento desde junho. A alta foi motivada por ataques contra instalações energéticas no sul da Arábia Saudita, que elevaram as preocupações sobre o abastecimento na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz permanece no centro das atenções, já que cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity passa pelo local. Apesar do avanço, os contratos reduziram parte dos ganhos do dia diante do temor de que combustíveis mais caros pressionem a inflação e os juros globais.
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