Última Hora
• Por que TSE mandou Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso que associa uso de drogas a ato pró-Lula na Paulista • Morre RJ Mitte, ator de 'Breaking Bad' que usou carreira para dar visibilidade a pessoas com deficiência • 'Por que só minha irmã tem esquizofrenia se herdamos os mesmos genes e crescemos juntas?' • 'Congelei tecido dos meus ovários aos 17 anos por causa de um câncer. Agora, aos 44, sou mãe' • Rezemos, com piedade, pelo Papa: a Igreja inteira ao lado de Leão XIV • Cardeal Tempesta: Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil • José Luiz Tejon • Há 10 anos: Maldivas • Por que TSE mandou Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso que associa uso de drogas a ato pró-Lula na Paulista • Morre RJ Mitte, ator de 'Breaking Bad' que usou carreira para dar visibilidade a pessoas com deficiência • 'Por que só minha irmã tem esquizofrenia se herdamos os mesmos genes e crescemos juntas?' • 'Congelei tecido dos meus ovários aos 17 anos por causa de um câncer. Agora, aos 44, sou mãe' • Rezemos, com piedade, pelo Papa: a Igreja inteira ao lado de Leão XIV • Cardeal Tempesta: Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil • José Luiz Tejon • Há 10 anos: Maldivas
Ver Todas

Do Habib's às Casas Bahia, por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

Por Ivan Marra
Atualizado em 27/08/2026 às 22:50 schedule 3 min de leitura visibility 60 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O número de grandes empresas brasileiras em recuperação judicial ou extrajudicial cresceu 66% nos últimos três anos, chegando a 6.341 casos no segundo trimestre de 2026, segundo a consultoria RGF. Varejo (21%), indústria de transformação (19,6%) e agronegócio (17,5%) são os setores mais atingidos. A lista deste ano inclui nomes como Habib's, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Tok&Stok, Casa & Vídeo e St. Marché.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam três fatores principais para a onda de pedidos. O primeiro é a alta prolongada da taxa básica de juros, hoje em 14% ao ano, que eleva o passivo das empresas e encarece o crédito ao consumidor. O segundo são erros de gestão: na última década, milhares de posições gerenciais foram cortadas para reduzir custos, concentrando poder nas mãos de poucos e tornando decisões equivocadas fatais. O terceiro envolve mudanças no mundo do trabalho, com menos profissionais dispostos a seguir carreira corporativa diante de baixos salários e poucas perspectivas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o varejo é pressionado pelos juros, mas negou uma crise generalizada. Em entrevista à Globonews, ele afirmou que dados da economia mostram "pujança em vários setores" e que, em período eleitoral, a oposição trata o assunto como uma crise que atinge toda a economia.

Para Fabian Salum, professor da Fundação Dom Cabral, a causa do fenômeno é "híbrida e parece longe do fim". Ele cita a dificuldade de acesso ao capital, a restrição dos bancos às linhas de financiamento e a alavancagem que subiu no pós-pandemia, quando a Selic passou de 2% para 15%. Com 39% da população inadimplente, o recuo no consumo faz as empresas reduzirem investimentos, inclusive em qualificação de pessoal — justamente o segmento de média gerência, responsável pela ponte entre a base e a diretoria, é o mais afetado.

Isabella Vasconcellos, professora da ESPM, lembra que decisões tomadas entre 2020 e 2021, durante a pandemia, ainda pesam: muitas empresas investiram demais em tecnologia e e-commerce sem considerar que os juros poderiam subir. Entre 2020 e 2025, o Brasil eliminou 322 mil vagas de gerência e diretoria, com saldo negativo de 112 mil postos. André Pimentel, da Performa Partners, afirma que expansões incompatíveis com a geração de caixa são críticas: na Casas Bahia, por exemplo, foram fechadas 298 lojas e demitidos 1.900 funcionários, com reintegração provisória determinada pela Justiça. "Talvez a empresa até precisasse fechar mais lojas", diz.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Nobel de Economia premia o modelo que guia os bancos centrais Hall e Woodford vencem o Nobel de Economia 2026 pelo modelo que guia os juros dos bancos centrais. Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra