Dignidade humana vivida, e não simplesmente declarada, defende Cornélio Mussá
O perito em Ciências Políticas e Relações Internacionais Cornélio Abdul Mussá, docente na Universidade Católica de Moçambique – Extensão de Maputo, defende que a dignidade humana precisa deixar o campo dos princípios e se tornar prática cotidiana. Para ele, esse é um dos maiores desafios do tempo presente.
“Um dos maiores desafios do nosso tempo é transformar o reconhecimento da dignidade humana, muitas vezes apenas no plano dos princípios, numa prática concreta de respeito, solidariedade, justiça e fraternidade”, afirma o docente.
Na avaliação de Mussá, a Magnifica Humanitas (MH) de Leão XIV deve ser compreendida como uma convocação à responsabilidade coletiva. Ou seja, o documento não se esgota na declaração de valores, mas cobra dos diferentes atores sociais um compromisso efetivo com a sua aplicação.
O pesquisador relaciona o tema a quatro eixos que, segundo ele, sustentam essa tradução da dignidade em prática: respeito, solidariedade, justiça e fraternidade. A proposta é que tais princípios orientem decisões concretas e o convívio entre pessoas e instituições, e não permaneçam apenas no discurso.
A reflexão foi apresentada no âmbito do debate sobre a Magnifica Humanitas e a atuação da Igreja em temas sociais. Docente da Universidade Católica de Moçambique, Mussá atua nas áreas de Ciências Políticas e Relações Internacionais, campos que dialoga com a discussão sobre direitos, cidadania e responsabilidade pública.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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