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Macron promete punição aos responsáveis por onda de violência na França

Por Ivan Marra
Atualizado em 18/10/2026 às 19:35 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu neste domingo (18) responsabilizar os envolvidos na onda de protestos violentos registrada no país no sábado (17), que terminou com mortes, prédios públicos incendiados e saques a estabelecimentos comerciais. Em pronunciamento à nação, ele também anunciou uma reunião de emergência com prefeitos franceses para discutir a segurança pública.

"Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha. Aqueles que saquearam terão de arcar com os prejuízos e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados", afirmou o presidente. Macron reconheceu a necessidade de ouvir as queixas da população, mas diferenciou as reivindicações dos manifestantes dos atos de vandalismo. Ele prometeu ainda "total transparência" sobre a atuação das forças de segurança durante os protestos, após críticas à preparação policial para conter os episódios de violência, e disse ter pedido ao ministro do Interior, Laurent Nuñez, que "extraia todas as lições necessárias", sobretudo na coleta de informações e na capacidade de antecipação.

Segundo a agência EFE, as forças de segurança detiveram 2 mil manifestantes até este domingo, conforme balanço provisório divulgado por Nuñez na rede social X. Pelo menos duas pessoas morreram em decorrência dos tumultos de sábado. Um policial de 22 anos morreu em Nantes, a cerca de 400 quilômetros a sudoeste de Paris, após ser atingido por um veículo de terceiros. A outra morte ocorreu ao norte de Paris: um manifestante sofreu uma "parada cardiorrespiratória", segundo o comando da Polícia de Paris. O ministro informou ainda que 600 policiais e bombeiros ficaram feridos, número também provisório.

Nuñez atribuiu os atos de violência a "vários milhares de indivíduos da extrema esquerda determinados a atacar nossos prédios públicos e nossas forças de segurança" e mencionou a participação de "criminosos que vandalizaram e saquearam inúmeros estabelecimentos comerciais em várias cidades da França". Segundo o Ministério do Interior, 550 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país. "O direito de protestar é um direito fundamental. Semear deliberada e coletivamente a desordem por meio da violência, não", escreveu o ministro no X.

Em Limoges, a prefeitura, um edifício de 143 anos, foi incendiada. Em Marselha, manifestantes mascarados e vestidos inteiramente de preto invadiram a prefeitura e depredaram o local. Já em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade. Os episódios ampliaram as críticas ao plano de segurança pública do governo. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, deve se reunir com os prefeitos de Paris, Lyon e Marselha, que pediram reforços para reparar os danos. Neste domingo, a polícia voltou a lançar gás lacrimogêneo na Place de la République, em Paris, onde dezenas de pessoas se reuniram após convocações nas redes sociais para "dar continuidade ao movimento".

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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