O Fantasma da Extrema-Direita Inexistente
O colunista Roberto Motta afirma que não existe no Brasil nenhuma força política organizada que possa ser classificada como extrema-direita. Segundo ele, a expressão é usada pela esquerda e seus aliados para se referir a qualquer opositor, e cita ao menos seis partidos de extrema-esquerda: PCO, PSTU, UP, PCB, PCdoB e PSOL.
Motta sustenta que fascismo e nazismo são sistemas totalitários, coletivistas e adoradores do Estado, em oposição completa ao ideário de conservadores, liberais e libertários que formam a direita. Para ele, comunismo e fascismo têm a mesma natureza e pertencem juntos ao lixo da história, sendo o confronto entre ambos uma disputa entre concorrentes pelo monopólio do poder, não um conflito entre ideologias opostas.
O colunista aponta três diferenças entre fascismo e comunismo: o fascismo se define em termos nacionais, enquanto o comunismo tem caráter internacionalista; os comunistas dividem a sociedade em classes econômicas, e os fascistas em divisões étnico-raciais; e, na economia, os comunistas defendem planejamento centralizado e estatização completa, enquanto os fascistas preferem a propriedade privada subordinada ao Estado. Ele cita os autores Stephen Hicks e Susan Sontag para defender que o fascismo seja classificado como ideologia de extrema-esquerda.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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