Com vantagem sobre Lula, Flávio mobiliza aliados e busca ampliar base no 2º turno
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou no segundo turno em clima de confiança e acelerou a articulação por apoios políticos após liderar o primeiro turno com 47,03% dos votos. Desde a última segunda-feira (5), aliados trabalham para transformar o resultado das urnas em uma frente política mais ampla, com negociações envolvendo partidos do Centrão, mobilização de governadores e busca pelos votos de candidatos derrotados.
Uma das principais frentes é a aproximação com o Centrão. O coordenador-geral da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), procurou dirigentes de partidos como Republicanos e PP para discutir a possibilidade de apoio. O Republicanos é comandado nacionalmente por Marcos Pereira e tem entre seus principais nomes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno. A federação formada por PP e União Brasil deve discutir formalmente seu posicionamento em reunião nesta terça-feira (6).
Segundo o próprio Tarcísio, ele terá "foco total" na disputa presidencial a partir de agora, com a expectativa de participar de agendas fora de São Paulo. "Não vai haver desmobilização, vai haver trabalho, trabalho intenso", afirmou o governador paulista, que se reuniu com Flávio na segunda-feira (5), em Brasília. No primeiro turno, Flávio chegou a tentar o apoio formal da federação PP-União Brasil, oferecendo a vaga de vice à senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas as legendas resistiam à composição por causa de candidaturas estaduais que apoiavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em estados do Nordeste.
Além das negociações partidárias, o PL convocou para quarta-feira (7) uma reunião com governadores, senadores e deputados federais eleitos para alinhar a atuação da legenda nas três semanas que antecedem a votação. A intenção é reunir também nomes de outras siglas e candidatos derrotados no primeiro turno. O partido elegeu 19 senadores e terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 integrantes.
A campanha também concentra esforços nos eleitores que votaram nos candidatos eliminados no primeiro turno. A equipe do senador pretende dialogar com os grupos que apoiaram Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que juntos somaram cerca de 9 milhões de votos no domingo (4). Zema já declarou apoio a Flávio na segunda-feira (5), enquanto Cury afirmou que não pretende apoiar nenhum dos dois candidatos. A expectativa é de que Caiado declare apoio a Flávio, mas que o PSD fique neutro e libere lideranças estaduais.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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