Última Hora
• As aves comedoras de crianças que moldaram nossa evolução na Idade da Pedra • A chilena obrigada a esperar que sua filha morresse no ventre: 'Você se sente como se fosse um carrasco' • Papa Leão conclui viagem ao Uruguai: “Deus deve ocupar o primeiro lugar na vida” • Futuro de refúgio de Hitler incendiado gera debate na Alemanha sobre o passado nazista • Papa Leão chega à Argentina para segunda etapa de sua Viagem Apostólica • PAPA: “não tenham medo de dizer, sou católico, eu creio em Jesus" • Eliana Alves Cruz questiona ausência de autoras negras no Jabuti • Livro resgata a história das pioneiras do futebol feminino no Brasil • As aves comedoras de crianças que moldaram nossa evolução na Idade da Pedra • A chilena obrigada a esperar que sua filha morresse no ventre: 'Você se sente como se fosse um carrasco' • Papa Leão conclui viagem ao Uruguai: “Deus deve ocupar o primeiro lugar na vida” • Futuro de refúgio de Hitler incendiado gera debate na Alemanha sobre o passado nazista • Papa Leão chega à Argentina para segunda etapa de sua Viagem Apostólica • PAPA: “não tenham medo de dizer, sou católico, eu creio em Jesus" • Eliana Alves Cruz questiona ausência de autoras negras no Jabuti • Livro resgata a história das pioneiras do futebol feminino no Brasil
Ver Todas
Voltar para Internacional

China tenta colocar um fim à guerra do Irã — mas não como Trump quer

Por Ivan Marra
Atualizado em 24/09/2026 às 17:05 schedule 3 min de leitura visibility 33 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A China recebeu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, poucos dias antes da visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, em um gesto que evidencia a influência de Pequim sobre o governo iraniano. A guerra no Irã deve estar entre os principais temas da reunião entre Xi e o presidente americano, Donald Trump, nesta quinta-feira (24/9).

Desde o início do conflito, há sete meses, a China mantém a mesma posição: condena os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e as sanções americanas, ao mesmo tempo em que defende o fim da guerra e, sobretudo, a reabertura do estreito de Ormuz. Segundo Andrea Ghiselli, especialista em relações entre China e Oriente Médio da Universidade de Exeter, no Reino Unido, o país pode suportar os efeitos do conflito por mais tempo, mas os custos econômicos tendem a crescer.

Para Ghiselli, a China terá de conciliar seu interesse no fim da guerra com outras prioridades geopolíticas. "A China não quer que o conflito se transforme em um ponto de atrito nas relações com os EUA", mas também "não vai prejudicar os principais interesses e reivindicações do Irã", afirma o especialista, acrescentando que os dois países estão, de modo geral, alinhados e consideram que as ações agressivas dos EUA e de Israel estão na origem do conflito.

Como grande consumidora de energia, a China "sofre com a continuidade" da guerra, diz Hamidreza Azizi, do International Crisis Group. O petróleo responde por cerca de um quinto da energia consumida no país, mas mais de 70% desse petróleo é importado, segundo relatório de 2025 da Administração de Informação de Energia dos EUA. Em 2025, o Irã forneceu cerca de 1,4 milhão de barris por dia à China, o equivalente a 12% das importações chinesas de petróleo bruto. Os enormes estoques chineses, estimados entre 1 bilhão e 1,4 bilhão de barris em 2025, têm ajudado a amortecer o impacto da guerra, mas o país recorreu a essas reservas em três dos últimos quatro meses.

Com a guerra em impasse, os EUA intensificam a pressão econômica sobre o Irã e alertam que empresas, bancos e países que ajudem a sustentar a economia iraniana podem ser alvo de sanções secundárias. O governo chinês não aceitou publicamente o pedido americano para aderir à campanha de pressão financeira e afirma ser contrário a "sanções unilaterais ilegais". Segundo Azizi, a China provavelmente não deixará de comprar petróleo iraniano por causa da pressão dos EUA, pois não quer abrir um precedente em que Washington possa obrigar empresas e bancos chineses a adotar suas políticas. Ghiselli avalia que a China pode ajudar, e talvez ajude, a retomar as negociações, pressionando os iranianos a fazer concessões que permitam a Trump reivindicar algum tipo de vitória, mas também defenderá que qualquer acordo traga ganhos concretos para o Irã, como o fim das sanções e o acesso a recursos congelados.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional As aves comedoras de crianças que moldaram nossa evolução na Idade da Pedra Depois do asteroide que extinguiu os dinossauros, aves gigantes se tornaram os principais predadores do… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra