As denúncias de lesão cerebral que fizeram parque Six Flags fechar montanha-russa X2 na Califórnia
O parque de diversões Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, anunciou o fechamento definitivo da montanha-russa X2 após mais de 100 pessoas relatarem ter sofrido lesões cerebrais depois de andar no brinquedo. Com assentos que giram 360 graus, a atração era uma das mais populares do parque e costumava atrair longas filas. A montanha-russa estava fechada desde julho.
A Six Flags afirmou que o brinquedo havia sido aprovado em uma série de testes de segurança, mas decidiu desativá-lo definitivamente por considerar que essa era "a coisa certa a fazer". O anúncio veio após ações judiciais e reportagens com relatos de pessoas que afirmam ter sofrido lesões cerebrais depois de andar na X2. Ao anunciar o fechamento, o presidente do Six Flags Magic Mountain, Brian Oerding, disse que a segurança das atrações é um dos pilares do negócio e que a empresa leva a sério qualquer abalo na confiança dos visitantes.
O escritório Dordick Law Corporation, que ajuizou ações cíveis contra o parque, afirmou ter sido procurado por cerca de 400 pessoas que relataram lesões que acreditavam ter sido causadas pela montanha-russa. Em nota, o escritório declarou que os passageiros foram à X2 em busca de emoção, mas saíram com graves lesões cerebrais, e que algumas pessoas precisaram de cirurgias de emergência no cérebro. O escritório considerou positivo o fechamento da atração para proteger futuros visitantes, mas ressaltou que a medida não faz nada por quem já sofreu lesões.
Inaugurada em 2002 com o nome X, a montanha-russa fechou poucos meses depois para a correção de falhas no projeto, segundo o jornal americano Los Angeles Times. Em 2007, a atração voltou a fechar, dessa vez para a substituição dos trens por modelos mais leves. A montanha-russa reabriu no ano seguinte, rebatizada de X2. Desde então, mais de 16 milhões de pessoas passaram pela atração, segundo o parque.
Para o escritório que representou a família de Christopher Hawley, de 22 anos, que morreu após andar na X2 em 2022, o fechamento é insuficiente. O advogado Brent Wisner, do escritório Wisner Baum LLP, afirmou em nota à BBC que a família está aliviada com o fechamento, mas que isso não muda o fato de o jovem ter morrido por causa de uma montanha-russa perigosa que continuou em funcionamento por quase duas décadas. Em agosto, a família de Hawley e o parque fecharam um acordo no processo que buscava responsabilizar a empresa pela morte do jovem. O advogado defendeu mudanças na legislação, regras para prevenir novos casos e fiscalização efetiva pelas autoridades.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar