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Após 14 anos, SP perde posto de estado mais competitivo do país. Conheça o novo líder

Por Ivan Marra
Atualizado em 08/09/2026 às 16:35 schedule 3 min de leitura visibility 28 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Santa Catarina assumiu a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados, encerrando uma sequência de 14 edições em que São Paulo ocupou o primeiro lugar. O levantamento é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com desenvolvimento técnico da Tendências Consultoria. Na edição anterior, Santa Catarina estava na segunda posição; agora, São Paulo caiu para o segundo lugar. O Paraná manteve a terceira colocação, e o Rio Grande do Sul subiu do quinto para o quarto lugar, sua melhor posição na série histórica.

O ranking reúne indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. O objetivo é comparar fatores ligados à capacidade dos estados de atrair investimentos, oferecer serviços públicos e criar condições para o desenvolvimento econômico e social. A classificação mede o desempenho relativo dos estados, o que significa que uma mudança de posição não implica, necessariamente, piora absoluta de quem caiu ou melhora em todos os indicadores de quem subiu.

Nas notas finais, a distância entre os dois estados mais competitivos vinha diminuindo nos últimos anos. Em 2023, São Paulo tinha vantagem de 5,6 pontos sobre Santa Catarina. A diferença caiu para 2,7 pontos em 2024 e para 1 ponto em 2025. Na edição de 2026, Santa Catarina passou a ter vantagem de 6,4 pontos sobre o estado paulista. A ascensão catarinense foi impulsionada por avanços em educação, eficiência da máquina pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e potencial de mercado. Santa Catarina ficou em primeiro lugar nos pilares de sustentabilidade social, segurança pública e potencial de mercado; sua pior colocação entre os pilares foi em infraestrutura, na quinta posição.

Apesar da perda da liderança geral, São Paulo segue na primeira colocação nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental. A queda para o segundo lugar foi influenciada por perdas relativas em eficiência da máquina pública, capital humano, segurança pública, solidez fiscal e inovação. O próprio estudo alerta que a mudança de liderança deve ser interpretada com cuidado, já que o ranking é construído a partir da posição relativa dos estados e da agregação ponderada de diversos indicadores — não sendo possível concluir, apenas pela perda da primeira colocação, que São Paulo tenha se tornado menos competitivo em termos absolutos.

A nova edição também reforça a concentração dos estados do Sul e do Sudeste nas primeiras posições. No Nordeste, o Ceará subiu três posições e chegou ao 11º lugar, tornando-se o líder regional. Na região Norte, o Amazonas avançou três posições, alcançou a 14ª colocação e se tornou o estado mais bem posicionado da região. Na outra ponta, Pará, Acre e Amapá permaneceram nas três últimas posições do ranking.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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