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Economista-chefe do BTG Pactual traça cenários para 2027

Por Ivan Marra
Atualizado em 08/09/2026 às 16:50 schedule 2 min de leitura visibility 33 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, afirmou que o Brasil corre risco de fechar 2027 com crescimento baixo e PIB negativo caso não haja um controle do crescimento das despesas públicas. Durante o evento Money Week 2026, em Balneário Camboriú (SC), ele defendeu que um plano fiscal crível teria efeito rápido sobre os juros de longo prazo e abriria espaço para o Banco Central acelerar a redução da taxa básica. “Se entrarmos em 2027 com juros altos e não vier um plano de governo mostrando como segurar o crescimento do gasto público, podemos ter um PIB negativo”, afirmou.

Segundo estudo do BTG Pactual, cerca de 40% da alta do juro real brasileiro nos últimos anos pode ser explicada pelo movimento das taxas dos Estados Unidos, mas a maior parcela decorre de fatores internos, sobretudo a expansão do gasto público. No cenário mais favorável, governo e Congresso construiriam consenso para desacelerar as despesas, permitindo cortes de juros mais rápidos e preparando um ciclo de investimentos a partir de 2028. No intermediário, a taxa ficaria entre 10% e 10,5%, com PIB crescendo de 1% a 2%. No adverso, haveria saída de capitais, desvalorização do real e risco de recessão.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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