Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA
A Rússia bombardeou Kiev com drones e mísseis na madrugada desta terça-feira (8), retomando os ataques aéreos contra a capital ucraniana após uma breve pausa para a visita de negociadores de paz dos Estados Unidos. Segundo o prefeito Vitali Klitschko, três pessoas morreram. O ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi, informou que outras 16 ficaram feridas na cidade.
Autoridades locais relataram que o ataque danificou ao menos 14 prédios, um dormitório, uma escola, uma clínica e depósitos. Incêndios foram registrados em diferentes pontos da capital. A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, descreveu a situação: “Kiev estava explodindo e pegando fogo”.
Os ataques foram retomados depois que os enviados dos EUA, Jared Kushner e Steve Witkoff, deixaram Kiev no domingo (6), após conversas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. Eles haviam chegado à Ucrânia depois de reuniões em Moscou, nas quais o Kremlin afirmou que não descartava a retomada de negociações tripartites. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia haviam suspendido os ataques às respectivas capitais por três dias para garantir a segurança dos negociadores norte-americanos.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que, no momento em que os enviados partiram, o presidente russo Vladimir Putin lançou outro ataque massivo contra Kiev. Sybiha pediu que os aliados intensifiquem a pressão sobre Moscou e forneçam interceptores para derrubar mísseis balísticos, citando estoques criticamente baixos desses equipamentos na Ucrânia.
Além de Kiev, outras oito regiões foram alvos dos ataques, segundo o primeiro-ministro Sergii Koretskyi. Cerca de 100 pessoas foram retiradas depois que drones atingiram um trem na região de Sumy, no norte do país. Três pessoas ficaram feridas em um ataque a um mercado nos arredores de Odessa, segundo o governador local. O Ministério da Defesa russo afirmou que atingiu alvos militares e logísticos em Kiev e na região próxima, além do porto de Chornomorsk, no Mar Negro. Zelenskiy classificou a ação como um ataque complexo, com mísseis balísticos, de cruzeiro e antimísseis navais, além de drones, e destacou que os mísseis balísticos são particularmente difíceis de interceptar.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar