Anvisa libera uso do contraceptivo Implanon logo após aborto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a inserção do implante anticoncepcional Implanon imediatamente após um aborto, inclusive nos casos ocorridos no primeiro ou no segundo trimestre de gestação. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26), também permite a colocação do contraceptivo logo após o parto.
Segundo a agência, a decisão pode "reduzir o risco de gestações não planejadas" entre mulheres que, depois de deixarem o hospital, não retornam para acompanhamento médico. O Implanon é o nome comercial do etonogestrel, hormônio sintético que inibe a ovulação e torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem de espermatozoides. Administrado por implante, o hormônio chega ao organismo de forma contínua.
Prazo de eficácia ampliado
A resolução da Anvisa também estendeu de três para cinco anos o período reconhecido de eficácia do implante. De acordo com a agência, estudos demonstraram eficácia e segurança durante o quarto e o quinto anos de uso, e um deles não constatou nenhuma gestação entre as usuárias nesse intervalo. A ampliação do prazo também foi adotada nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido.
O método esteve no centro do debate público no fim de 2025, após a Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, publicar a nota técnica conjunta nº 419/2025 sobre a oferta do implante subdérmico liberador de etonogestrel na rede pública para mulheres de 14 a 49 anos. O documento afirmava que a prescrição de contraceptivos a adolescentes, quando feita conforme os critérios clínicos de elegibilidade, não configura ato ilícito, e defendia o atendimento mesmo quando a paciente está desacompanhada dos responsáveis legais.
Conforme a nota técnica, o implante é um bastão de plástico de 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, com 68 mg de etonogestrel, inserido abaixo da pele do braço. Entre os efeitos colaterais possíveis estão sangramento irregular e prolongado, dor abdominal, dor de cabeça e tontura, além de alterações no ciclo menstrual.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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