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5 momentos-chave do julgamento da mãe acusada de matar os 3 filhos e que alega psicose pós-parto

Por Ivan Marra
Atualizado em 28/08/2026 às 21:05 schedule 3 min de leitura visibility 58 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Júri avalia se mãe que matou os três filhos era responsável por seus atos

O julgamento de Lindsay Clancy, mãe acusada de assassinar os três filhos pequenos em casa nos arredores de Boston, nos Estados Unidos, chegou à fase final. O júri agora delibera sobre o futuro da mulher de 36 anos, que não nega ter cometido os crimes, mas alega sofrer de psicose pós-parto. Segundo a acusação, ela estrangulou as crianças — Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de oito meses — com faixas elásticas de ginástica em janeiro de 2023, antes de pular do segundo andar da residência. Com a queda, Clancy ficou paraplégica e acompanha o processo em cadeira de rodas. Se condenada por três homicídios qualificados, pode pegar prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

A defesa sustenta que a ré agiu sob efeito de alucinações e delírios após o nascimento do filho mais novo, e destaca que ela chegou a se internar em um hospital psiquiátrico dias antes das mortes. Já os promotores afirmam que Clancy tomou uma decisão calculada e teria pedido ao marido, Patrick Clancy, que saísse para fazer compras para não estar em casa. Em depoimento, o ex-marido descreveu o declínio da saúde mental da mulher após o parto, com perda de peso, depressão e pensamentos suicidas. Ele contou que a última imagem que teve do filho Dawson foi a criança sentada no sofá comendo nuggets de frango antes de ele sair. Ao voltar, encontrou os filhos mortos e fez uma ligação desesperada ao serviço de emergência, na qual grita que a mulher havia matado as crianças.

Ao longo das cinco semanas de julgamento, mais de dez peritos testemunharam. Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando a psiquiatra Jennifer Tufts, que acompanhou Clancy por cinco meses, afirmou pela acusação que não viu sinais de psicose na ré. A defesa, porém, apontou anotações médicas que descreviam fala "não acelerada, pressionada" — característica que pode indicar mania. A médica negou que a paciente tivesse usado linguagem pressionada e, pressionada pelo advogado Kevin Reddington, respondeu: "Não me importo com o que está escrito. Eu sei o que quis dizer". Outro especialista da acusação, o psiquiatra Avram Mack, evitou classificar a psicose pós-parto como um diagnóstico reconhecido, o que gerou frustração na defesa.

Parentes de Clancy também prestaram depoimento. A ex-sogra, Susan Clancy, disse que a ré estava "implorando por ajuda", com insônia e perda de apetite. A mãe, Paula Musgrove, afirmou que a filha chegou a dizer que pensava em machucar as crianças um mês antes das mortes e que estava paranoica com os medicamentos. A irmã, Allison Ozga, relatou que Clancy tinha pensamentos suicidas diariamente no mês anterior ao crime. O julgamento também teve um pedido de anulação da defesa depois que promotores questionaram testemunhas sobre a fé católica da ré, incluindo se ela sabia que o assassinato era considerado "pecado mortal". O juiz orientou os jurados a desconsiderarem esses depoimentos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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