Toda prova vale contra Filipe Martins. Nenhuma prova vale a seu favor
O caso do ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe Martins expõe um processo marcado por provas frágeis, contradições e um preocupante atropelo do devido processo legal. Preso em Ponta Grossa, Martins foi acusado de ter viajado aos Estados Unidos, feito uma busca no LinkedIn e redigido um documento que, segundo a defesa apresentada no texto, não teria realizado. A única "prova" da viagem teria sido uma reportagem especulativa, posteriormente citada na acusação.
Registros de empresas como LATAM, Uber e iFood indicavam que Martins estava no Brasil no período citado, e a própria Microsoft negou que ele tivesse utilizado o LinkedIn. Ainda assim, a prisão foi mantida. A Polícia Federal, que já teria feito quebra de sigilo e sabia da localização de Martins, chegou a redigir relatório afirmando que ele teria forjado a própria ausência para confundir os investigadores. O governo americano também teria confirmado que o registro de entrada nos EUA era falsificado.
A acusação de que Martins teria redigido uma minuta golpista partiu de Mauro Cid, que, em conversa privada flagrada pela revista Veja, afirmou que os investigadores "não queriam saber a verdade" e que o processo seguiria uma narrativa pré-definida. Cid classificou suas próprias declarações como "um desabafo", enquanto Martins permanecia preso. O caso levanta questionamentos sobre a condução do processo e a validade das provas apresentadas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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