Campanha do PT revida “Lulinha” com “carnificina” contra Flávio
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrará seus ataques no horário eleitoral gratuito contra o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ofensiva começou nesta sexta-feira (28) com inserções no rádio e na TV e ganhará os programas em bloco a partir de sábado (29). As peças exploram o que a campanha chama de “currículo” do rival, incluindo as conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o caso das “rachadinhas” na Alerj, a homenagem proposta ao ex-policial Adriano da Nóbrega, a compra de imóveis em dinheiro vivo e um antigo negócio com franquia de chocolates.
Em uma das peças mais agressivas, o locutor afirma que “não dá para confiar nesse sujeito” e chama Flávio de “o pior dos Bolsonaros”. “Vai ser uma carnificina eleitoral”, diz Alexandre Manoel, da Global Analytics. A estratégia petista busca sair da defensiva após as revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de três investigações. O presidente terá vantagem de exposição: 5 minutos e 31 segundos por bloco, contra 4 minutos e 20 segundos de Flávio, além de 433 inserções no primeiro turno, contra 339 do candidato do PL.
Nos programas em bloco, parte do tempo será usada para destacar medidas de apelo popular, como Pé-de-Meia, Gás do Povo e Desenrola, sob o slogan “O Brasil pronto pra mais”. A estratégia evita temas como ajuste fiscal e teto de gastos. A estreia ocorre após empate técnico nas pesquisas: Lula tem 46% contra 45% de Flávio na simulação de segundo turno, segundo levantamento BTG/Nexus divulgado na segunda-feira (24).
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