25 anos sem Jorge Amado: legado do autor ganha celebração na Flipelô
Há 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou as ruas, os aromas e a alma baiana em literatura universal. O legado do escritor, um dos nomes mais traduzidos da ficção brasileira, ganha celebração especial na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que ocorre em Salvador.
A homenagem ao autor de clássicos como Gabriela, Cravo e Canela e Dona Flor e Seus Dois Maridos integra a programação do evento, que ocupa o centro histórico da capital baiana. A Flipelô destaca a obra de Amado como ponte entre a cultura popular e a erudição, reafirmando sua importância para a formação da identidade literária do país.
Nascido em Itabuna, no sul da Bahia, Jorge Amado construiu uma carreira marcada pela oralidade e pela presença dos marginalizados. Seus personagens, como Capitães da Areia, ecoam até hoje no debate sobre desigualdade e resistência. A celebração na Flipelô ocorre em um momento de renovado interesse editorial por sua obra, com novas edições e adaptações para o cinema e a TV.
A programação do evento reúne mesas de debate, lançamentos e atividades voltadas ao público jovem, reforçando a atualidade de um autor que soube captar o cotidiano baiano com lirismo e crítica social. A organização do festival não detalhou a totalidade das atrações dedicadas ao centenário do escritor, mas confirmou que a data terá espaço de destaque na grade oficial.
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