Willer Tomaz, Vorcaro e milícia: o que realmente pesa contra Flávio?
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai apurar suposto crime de lavagem de dinheiro em parceria com o advogado Willer Tomaz. O caso foi sorteado para o gabinete do ministro Alexandre de Moraes e corre em sigilo. A apuração tem origem na análise do celular de Tomaz, apreendido em agosto em operação da Polícia Federal sobre desvio de recursos do INSS — investigação na qual Flávio não é alvo.
Segundo o relatório da PF, foram encontradas referências a festas e reuniões envolvendo os dois, além de vínculo em conta da empresa Alcazar Holding, na qual o senador era mencionado como "usuário master". O documento aponta movimentação de aproximadamente R$ 130 milhões em uma conta de Tomaz entre março e maio de 2025 e suspeitas envolvendo empresas de pagamento e apostas no Rio de Janeiro, quando o estado era governado por Cláudio Castro (PL), também alvo do inquérito. Flávio reconhece a amizade com Tomaz e nega irregularidades; em nota, disse que os autos não foram convertidos em inquérito. O escritório do advogado classificou as empresas como lícitas.
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