Ucrânia, novos ataques russos. Putin: queremos a neutralidade de Kiev
A Ucrânia viveu mais uma noite de ataques aéreos russos entre quinta e sexta-feira, com alvos em diferentes regiões do país. Em Kiev, um prédio residencial foi atingido, deixando pelo menos uma pessoa morta, e uma ponte sobre o rio Dnipro também foi atacada. No porto de Izmail, no Mar Negro, região de Odessa, um complexo industrial foi alvo dos bombardeios. Drones foram interceptados em várias outras áreas do território ucraniano.
Do lado russo, a Ucrânia atacou com drones "instalações industriais" em Volgogrado, no sul da Rússia. Enquanto os combates continuam, a diplomacia segue em impasse. Em intervenção no Clube Valdai, fórum russo de discussão geopolítica, o presidente Vladimir Putin afirmou que Moscou responderá "com todos os meios à sua disposição" em caso de ataque direto, mas disse que a Rússia não tem intenção de atacar ninguém. Segundo ele, o país quer encerrar as hostilidades o mais rápido possível e por meio de negociações, embora tenha classificado como difíceis as propostas apresentadas pelos Estados Unidos. Para Putin, o objetivo permanece uma Ucrânia em estado de neutralidade.
Nesta sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Peskov, voltou a comentar o discurso de Putin, ressaltando que a Rússia não busca um simples cessar-fogo, mas uma paz duradoura. Os gastos militares seguem crescendo dos dois lados: os custos totais da guerra na Ucrânia devem chegar a 155 bilhões de dólares neste ano, e Kiev trabalha para cobrir um déficit de financiamento de 27 bilhões de dólares para garantir operações de combate no início de 2027. O governo russo confirma que a relação déficit/PIB quase dobrou devido ao aumento dos gastos com a guerra.
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