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Trump tenta interferir na eleição brasileira e o preocupante é que muitas vezes isso funciona, diz cientista político alemão

Por Ivan Marra
Atualizado em 12/09/2026 às 14:15 schedule 2 min de leitura visibility 44 visualizações share 0 compartilhamentos (1)
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O governo de Donald Trump está tentando interferir na eleição presidencial brasileira, e a história recente da América Latina mostra que pressões externas desse tipo costumam funcionar. O diagnóstico é de Peter Birle, um dos principais especialistas europeus em assuntos brasileiros, em entrevista à BBC News Brasil.

Diretor de pesquisa do Instituto Ibero-Americano de Berlim e avaliador do Brasil no BTI, o índice de democracia da Fundação Bertelsmann, Birle compara o momento atual a um episódio de 1946, quando os Estados Unidos tentaram barrar a ascensão de Juan Perón na Argentina e acabaram ajudando a elegê-lo. Com Trump, diz Birle, o resultado tem sido o oposto: na Argentina de hoje, a interferência funcionou; no Brasil, ainda é cedo para saber.

Para o cientista político alemão, a ofensiva de Washington — tarifas, sanções e revogação de vistos — "não é uma política muito inteligente", porque tende a gerar mais resistência do que resultado. Ele avalia que Trump tenta influir na eleição porque quer um governo Bolsonaro, e que a política em relação ao Brasil é "muito agressiva" contra o governo Lula. Sobre um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), faz um alerta: a experiência internacional mostra que "é no segundo mandato que vêm as mudanças mais radicais".

Birle vê uma América Latina que virou "um campo muito à direita", um Brasil que não conseguiu retomar a liderança regional dos anos 2000 e uma eleição em que a democracia, ao contrário de 2022, deixou de ser o tema central, substituída pela economia e pela segurança pública. Segundo ele, as pesquisas indicam um provável segundo turno entre Lula e Flávio, com certa vantagem de Lula, mas sem garantia. "Fica muito em aberto", afirma.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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  • Analista

    O que é interessante é que estes mesmos especialistas não falam nada sobre a USAID e as redes de apoio de mídia em conluio para impedir o governo anterior de se reeleger. Agora é importante se manifestar porque falta dinheiro pra pagar a comunidade de milicianos. Como sempre, dois pesos e duas medidas.

    12/09/2026 19:52

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Ivan Marra

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