Trump diz que eleição no Brasil “pareceu fraudada”, mas elogia relação com Lula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) a legitimidade da eleição brasileira e afirmou que a votação “pareceu” fraudada. Ele também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação no segundo turno. Apesar das declarações, Trump não apresentou provas de fraude eleitoral.
Na mesma manifestação, o republicano disse que gosta de Lula (PT) e que mantém uma boa relação com o presidente brasileiro. A fala ocorreu após a vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026. Durante a campanha, Trump evitou apoiar formalmente qualquer candidato no segundo turno, embora tenha elogiado o desempenho de Flávio na primeira etapa da eleição.
O ex-chanceler e assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, reagiu às declarações e afirmou que Trump está “mal informado” a respeito das eleições. Em entrevista ao portal g1, Amorim classificou a declaração como contraditória, citando o fato de o americano ter dito que gosta de Lula. O assessor também mencionou a Meta, afirmando que a empresa tentou fraudar o pleito ao obstruir e restringir “as nossas colocações”.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu que não pedirá mais a anulação das eleições presidenciais deste ano. Na véspera, Lula conquistou 51,79% dos votos válidos, enquanto o parlamentar terminou a disputa com 48,21%, o equivalente a aproximadamente 4,4 milhões de votos. Logo após a derrota, Flávio havia afirmado que não reconheceria o resultado por causa da decisão de Zanin, que determinou a prorrogação da votação por mais duas horas. A declaração não foi bem recebida por aliados, o que fez o parlamentar alterar seu posicionamento.
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