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Saudade de andar no banco de trás da vida

Por Ivan Marra
Atualizado em 30/10/2026 às 16:50 schedule 2 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Em crônica publicada na Gazeta do Povo, o jornalista Paulo Polzonoff Jr. relembra as viagens de carro da infância, quando ocupava o banco de trás e transformava o trajeto em passatempo. Ele conta que gostava de contar os carros que vinham em sentido contrário até cansar, ler em voz alta as placas dos veículos à frente e decifrar as frases escritas nos caminhões — muitas delas explicadas pelo pai, outras nem tanto.

O texto percorre a estrada entre Curitiba e Maringá, com paradas nos Campos Gerais, em Vila Velha, nas plantações e nos cafezais que, segundo o autor, já não existem. Ele cita o curtume perto de Apucarana, as lombadas de Califórnia e cidades como Marialva, Mandaguari e Sarandi, além da terra vermelha. Na volta, São Luiz do Purunã indicava que faltava pouco, e a primeira visão do Parque Barigui era motivo de alívio.

Polzonoff também lembra as paradas improvisadas por causa da bexiga ou de uma coxinha estragada no Imbaú, o cheiro de diesel e borracha nos postos e a curiosidade diante de acidentes na estrada. Hoje ao volante, ele diz que a estrada assusta mais do que um exame de sangue com resultados fora do padrão e que, nas curvas, emparelhado com caminhões-tanque, faz o Sinal da Cruz. Ao lado, a mulher ordena que ele olhe para frente. Cada chegada, escreve, é um alívio e a promessa de nunca mais abandonar o Paraíso — até a próxima viagem.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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