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Deixa disso, Adriano!

Por Ivan Marra
Atualizado em 30/10/2026 às 17:35 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O colunista Paulo Polzonoff Jr. relata o reencontro inesperado com o amigo Adriano, cerca de vinte anos depois do afastamento entre os dois. Ao descer do Imperial e virar à esquerda, ele deu de cara com o sujeito de passinho curto e meio manqueta, reconhecido de imediato. Puxou-o para perto e o abraçou apertado, como se o intervalo de duas décadas não existisse.

Adriano, porém, ficou paralisado e não devolveu o abraço. Monossilábico, limitou-se a perguntar se o colunista ainda estava na Gazeta. A resposta foi sim, acompanhada de uma piada sobre a própria calvície, que não arrancou riso do outro. Polzonoff admite que a amizade se desfez por causa de uma moça que entrou no meio dos dois — e cujo nome ele precisa forçar a memória para lembrar. A mágoa, escreve, é sempre mais eterna do que o afeto.

Ele conta que soube da perda recente da mãe de Adriano, mas preferiu não tocar no assunto. Disse que estava atrasado, o que era mentira, e repetiu que era bom vê-lo. Na despedida, olhou para trás; Adriano, não.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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